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Agradecidos por
nossos irmãos
A lgumas das palavras mais
surpreendentes no Novo Testamento são aquelas de Jesus sobre seus apóstolosem
João 17. Por exemplo, "Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda
o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles
esteja" (versículo 26).
Por que tais palavras são tão surpreendentes? Elas indicam um profundo
agradecimento pelos homens fracos, vacilantes, que tinham dado a Jesus toda
sorte de problemas com sua fé imatura.
Como poderia Jesus ser
agradecido por tais homens?
Chave nº 1. Ele era capaz de ver o bem dentro de
cada um dos apóstolos, apesar da evidente fraqueza deles. Por este motivo, horríveis
disparates apostólicos, tais como as palavras impulsivas de Pedro no monte da
transfiguração, seu afundamento nas ondas, o ceticismo de Tomé e a briga
infantil pela proeminência não encontraram o desgosto de Jesus, mas gentil,
ainda que firme, repreensão. Para Jesus, os defeitos nos apóstolos não
esconderam as boas qualidades deles. Asim, ele era capaz de ser sinceramente
agradecido por aquelas qualidades que olhos frívolos e impacientes teriam
descurado.
Chave nº 2. Ele deu tudo o que tinha para ajudá-los. É um fato surpreendente
que sejamos mais agradecidos por aqueles por quem nos sacrificamos mais.
Minha esposa, Beverly, e eu tínhamos que abandonar nosso sono, preocupação
com limpeza (fraldas sujas), tempo livre e inumeráveis outras pequenas bênçãos
para cuidar da nossa filha Leah quando ela nasceu. Naquele tempo ela parecia dar
em retribuição somente sessões matutinas de berreiro e fraldas sujas.
Entretanto, parece que quanto mais tempo gastamos, olhos lacrimejantes às 3:00
horas da madrugada na cadeira de balanço, e quanto mais nos agitamos de outros
modos por Leah e a irmã mais velha Rebeca, mais profundamente agradecidos somos
por elas.
Como os sacrifícios dos pais por seus filhos aprofundam seu agradecimento por
eles, assim os incompreensíveis sacrifícios que Jesus fez por seus apóstolos,
seu esvaziamento de si mesmo (Filipenses 2) e milhares de horas de oração e
ensinamento devem ter tornado possível para ele exprimir tal profundo
agradecimento por eles, apesar, às vezes, de suas sérias faltas.
Como podemos ser mais
agradecidos por nossos irmãos?
Muito freqüentemente os irmãos são, no pior dos
casos, uma fonte de intensa provocação ou, no melhor dos casos, pessoas com
quem muito polidamente discutimos coisas insignificantes duas ou três vezes por
semana. Como poderemos cultivar aquele amor fervente e a intimidade que produz
tais sentimentos fortes de agradecimento como aqueles demonstrados por Jesus
para com seus apóstolos?
Chave nº 1. Precisamos seguir o exemplo de Jesus e aprender a ver não somente
as fraquezas dos irmãos, mas igualmente o bem. Às vezes a esquisitice que um
irmão tem, a idéia estranha, ou a vez em que ele me ofendeu cinco anos atrás
se tornam tão grandes em meu pensamento que posso ver pouca coisa boa nele,
muito menos ter agradecimento por ele. Esta incapacidade de agüentar as deficiências
em outros irmãos tem sido talvez o maior obstáculo à paz e crescimento no
reino. Enquanto seitas que ressaltam a intimidade entre membros têm crescido
rapidamente, mesmo com suas doutrinas difíceis de engolir, o crescimento entre
irmãos verdadeiros tem sido freqüentemente tolhido por uma falta de amor
acarretada por muito rosnado, mordida e latido um contra o outro que lembra um
canil assanhado. Em tais deflagrações muito comuns, os irmãos parecem quase tão
gratos uns aos outros como os iranianos aos iraquianos. E se admiram porque não
crescem! Quando alguém toma qualquer fraqueza num irmão como se fosse um sinal
de que ele decaiu da graça, é de se admirar que tais irmãos pareçam estar
agachados em suas trincheiras, espiando suspeitosamente um ao outro enquanto
emitem rosnados baixos e ameaçadores? Satanás ganhou muitas batalhas porque
simplesmente descuramos o exemplo de Jesus, de paciência com seus apóstolos,
apesar das deficiências deles.
Não me leve a mal. Jesus não ignorava as fraquezas nem participava do erro
como alguns extremistas gostariam que fizéssemos. Mas nem ele tratou todas as
faltas como se fossem sinais de desesperada depravação. A fraqueza nos cristãos
sinceros precisa ser corrigida, mas com tempo, gentileza e paciência (2 Timóteo
2:24-25).
Chave nº 2. Precisamos dar-nos aos nossos irmãos. Você sente uma necessidade
de ser mais agradecido por seus irmãos? Siga o exemplo de Jesus e dê-se para
servi-los. Convide-os para o jantar ou a sobremesa em sua casa. Vá a um
piquenique com eles ou saia para tomar sorvete depois do culto. Ore com eles,
estude com eles, chore com eles e dê seu dinheiro a eles quando o necessitarem.
Infelizmente, freqüentemente não nos abrimos para nossos irmãos por causa da
crescente importância dada à privacidade e à formalidade em nossa sociedade
cada vez mais urbana. Alguns irmãos ficaram tão polidos uns com os outros que
raramente pensariam em visitar um ao outro sem convite formal, porcelana fina e
iguarias complicadas com nomes estrangeiros. Toda esta formalidade tende a
limitar o todo importante contato fora dos cultos públicos. Afinal de contas,
quem quer tirar da caixa os copos de cristal uma ou duas vezes por semana? Com
menos dar e trocar há menos agradecimento de uns pelos outros; e com menos
agradecimento, as igrejas ficam frias e mortas.
Os cristãos precisam partir a concha da timidez que a formalidade urbana tem
produzido para que possam dar livremente de si uns aos outros com confiança e
abertamente. Quando os irmãos compartilham nossas casas, nossas atividades e
nossos corações, então podemos aprender a ser verdadeiramente agradecidos por
eles.
Conclusão
Omundo é demasiado mau para ser enfrentado sem esta
íntima relação de irmandade que Deus nos deu. Veja aqueles que estão
combatendo o mal ao seu lado. Você precisa deles e eles precisam de você!
Lembre-se das chaves para o agradecimento de Jesus pelos seus apóstolos e seja
agradecido por seus irmãos, mesmo se eles tiverem alguma fraqueza. Lute contra
Satanás com eles, lute por eles e vá para o céu com eles.
- por Gardner Hall
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