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Josué e Juízes

A Luta para Conquistar e Permanecer na Terra Prometida

Continuamos a série de introduções aos livros da Bíblia com Josué e Juízes.

Josué: A Conquista da Terra Prometida

Após a morte de Moisés, Josué foi encarregado com o trabalho de guiar os israelitas na próxima fase do desenvolvimento da nação. Sob sua liderança, o povo tomou posse da terra de Canaã e, desta maneira, Deus cumpriu mais uma parte da promessa feita a Abraão (Gênesis 12:3). A grande nação constituída na saída do Egito recebeu a herança prometida.

O homem destacado no livro de Josué servira como auxiliar de Moisés durante a jornada do povo no deserto e se destacou como guerreiro valente e homem de fé. Josué e Calebe foram os únicos dois dos doze homens enviados numa missão de reconhecimento que acreditavam na promessa de Deus, e foram os únicos daquela geração admitidos à terra.

Na leitura de Josué seguimos a história da conquista da terra de Canaã:

Capítulos 1 a 5 relatam o início do trabalho de Josué como líder e a entrada do povo na terra prometida. Quando chegaram a Canaã, os homens nascidos no deserto foram circuncidados, uma condição da posse da terra, e o povo celebrou a Páscoa, comemorando sua libertação do poder dos egípcios exatamente 40 anos antes.

Capítulo 6 registra a vitória dos israelitas sobre Jericó, uma cidade bem fortificada perto do rio Jordão. Esta primeira batalha na terra foi importante para mostrar ao povo o poder do Senhor e sua fidelidade em cumprir as promessas feitas a eles e aos seus antepassados.

Capítulos 7 a 12 falam da conquista do país, começando com o sul, passando para o norte e, depois, apresentando um resumo da campanha da conquista, incluindo as terras conquistadas na Transjordânia antes da morte de Moisés.

Capítulos 13 a 22 registram a divisão da terra entre as tribos de Israel, destacando o estabelecimento das cidades dos levitas e, entre elas, as cidades de refúgio.

Capítulos 23 e 24 encerram a história de Josué com seu resumo da história da fidelidade de Deus e os desafios finais apresentados ao povo antes da morte deste grande líder.

Há muitas lições importantes em Josué. Destacamos estas:

● Seja forte e corajoso. O primeiro capítulo nos impressiona com o refrão que chama Josué a ser forte e corajoso, sempre confiando no Senhor que prometeu acompanhá-lo: “Tão-somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado de fazer segundo toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas bem-sucedido por onde quer que andares. Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido” (Josué 1:7-8).

● Graça e fé. No relato da conquista de Jericó encontramos um excelente exemplo da necessidade da graça de Deus junto com a fé do homem: Deus deu, e o povo tomou. A graça divina é destacada nestas palavras: “Então, disse o SENHOR a Josué: Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e os seus valentes” (Josué 6:2). Mais tarde, percebemos a importância da fé obediente do homem para receber a promessa (Josué 6:20).

● Escolha seu senhor. O apelo final de Josué chamou o povo para servir ao Senhor e nunca voltar aos ídolos impotentes que seus antepassados serviam: “Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Josué 24:15).

Hoje, precisamos ser fortes e corajosos, determinados a servir ao único e verdadeiro Senhor.

Juízes: Os Desafios para Permanecer na Terra

O livro de Juízes conta, resumidamente, a história do período entre a morte de Josué e o início da monarquia de Israel, um total de mais de três séculos. Deus já havia revelado sua Lei para governar o povo e usou este período para tentar educar os israelitas na importância da obediência, reforçando o ensinamento comunicado por meio de Moisés no deserto.

Alguns trechos de Juízes frisam suas mensagens principais. Deus enfatizou o fato que os problemas enfrentados pelo povo nas gerações depois de Josué não vieram por infidelidade divina, e sim por desobediência humana: “Subiu o Anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim e disse: Do Egito vos fiz subir e vos trouxe à terra que, sob juramento, havia prometido a vossos pais. Eu disse: nunca invalidarei a minha aliança convosco. Vós, porém, não fareis aliança com os moradores desta terra; antes, derribareis os seus altares; contudo, não obedecestes à minha voz. Que é isso que fizestes? Pelo que também eu disse: não os expulsarei de diante de vós; antes, vos serão por adversários, e os seus deuses vos serão laços” (Juízes 2:1-3).

Ao longo do livro, geração após geração, Israel sofreu as consequências da sua própria incredulidade. Por não acreditarem na palavra de Deus sobre o perigo de se envolver com os povos idólatras que permaneciam na terra, criaram laços com esses povos e foram castigados, exatamente como o Senhor havia avisado.

A expressão que melhor representa o período dos juízes é repetida algumas vezes no livro e serve como conclusão no último versículo: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (Juízes 21:25; veja 17:6; 18:1; 19:1). Esta descrição da época não precisava ser negativa, pois o povo não ficou sem Deus nem sem lei. Se cada um tivesse achado reto fazer a vontade do Senhor, Israel teria evitado muito sofrimento. Mas quando acharam reto fazer o errado, trouxeram sobre si a ira de Deus.

Juízes apresenta um ciclo de cinco etapas repetido nas várias gerações. 1. O povo caía na idolatria, 2. Deus mandava um castigo de repreensão, geralmente opressão por um outro povo, 3. O povo clamava ao Senhor pedindo livramento deste sofrimento, 4. Deus enviava um libertador, chamado juiz, para livrar o povo do castigo, 5. O povo continuava fiel até a morte daquele juiz. Depois, caia novamente na idolatria e o ciclo se repetia.

Vamos agora considerar o conteúdo dos capítulos deste livro:

Capítulos 1 a 3 descrevem, em termos gerais, as condições em Israel após a morte de Josué. 

Capítulos 3 a 16 contam as histórias dos juízes: Otniel (3:7-11); Eúde (3:12-30); Sangar (3:31); Débora (4:1 - 5:31); Gideão (6:1 - 8:35); a usurpação por Abimeleque (9:1-57); Tola (10:1-2); Jair (10:3-5); Jefté (10:6 - 12:7); Ibsã (12:8-10); Elom (12:11-12); Abdom (12:13-15). Sansão (13:1 - 16:31). 

O resto do livro apresenta duas histórias de acontecimentos típicos da época, usadas para ilustrar a rebeldia e anarquia que dominavam:

Capítulos 17 e 18 falam da idolatria dos danitas no extremo norte do território de Israel.

Capítulos 19 a 21 relatam um dos fatos mais tristes de toda a história bíblica como o último exemplo da depravação dos israelitas da época. Um caso de estupro e homicídio provocou uma guerra em Israel. Como resultado, a tribo de Benjamim foi quase exterminada.

Juízes é um livro cheio de exemplos da destruição e sofrimento causados pelo pecado de pessoas que desrespeitam a vontade do seu Criador. O mesmo livro, porém, mostra a longanimidade e a misericórdia de Deus, que sempre procura o livramento do seu povo.

–por Dennis Allan

Leia mais sobre este assunto:
Gênesis Um Começo Esperançoso
 
Êxodo e Levítico
Números e Deuteronômio


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