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O Efeito da Amargura

Pessoas que buscam a santidade que o Senhor deseja dos seus filhos sabem da importância de controlar a língua: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3:2). Muitos trechos bíblicos nos alertam sobre a necessidade desse domínio da língua, e dos danos causados quando a língua é usada de maneira errada, seja em mentiras, calúnias ou palavras ásperas e abusivas.

Falamos tanto sobre pecados da língua que facilmente nos esquecemos de outros erros igualmente malévolos cometidos quando não controlamos os ouvidos e o coração. Palavras más e irrefletidas podem causar graves danos, sim: “Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno” (Tiago 3:5-6). Mas, será que os ouvidos são isentos de responsabilidade? O pecado sempre está na boca de quem fala, ou pode estar no coração de quem ouve? No mesmo trecho em que ele condena palavras torpes que não edificam, o apóstolo Paulo também condena a amargura, a cólera e a ira, atitudes que frequentemente surgem das nossas reações aos outros (Efésios 4:29-31). Ele liga versículos do Antigo Testamento para condenar tanto o engano como a amargura (Romanos 3:13-14).

Paulo escreveu aos cristãos em Corinto que o amor “não se exaspera, não se ressente do mal, ... tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:5,7). Esses aspectos do amor tratam das nossas reações às palavras e aos atos dos outros. Muitas vezes, decidimos acreditar nos bons motivos do outro, ou escolhemos lhe atribuir más intenções. É possível pecarmos em nossa decisão de como reagir, independente de ter ou não um comportamento pecaminoso por parte da outra pessoa. Podemos interpretar as palavras dos outros de uma maneira negativa e assim permitir que elas nos provoquem ao pecado de ressentimentos inapropriados. Ser sensíveis demais é um sintoma do egoísmo que deve ser tirado da nossa vida.

O problema não termina nos ouvidos. Quando deixamos as palavras dos outros, sejam malévolas ou não, provocar reações negativas, é muito fácil abrir as portas do coração e preparar lugar de moradia para os ressentimentos resultantes. Com isso, a amargura se enraíza no nosso coração e sufoca o amor, a bondade e a esperança que deveriam habitar lá.

Os efeitos negativos da amargura foram bem definidos neste aviso prático: “atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hebreus 12:15). Ele mostra a importância de erradicar a amargura. Se deixar apenas a raiz, achando que tenha se esquecido do problema, um dia vai brotar um problema maior. Quando brota, a amargura perturba a própria pessoa. Nesse caso, o malfeitor e a vítima são a mesma pessoa. Guardou rancor e sofre a perturbação da amargura. Shakespeare disse: “Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”. Mas, infelizmente, os danos não terminam no coração da pessoa amargurada. Esse pecado no coração de uma pessoa age como um veneno que atinge e contamina muitos outros.

Não podemos controlar o que os outros dizem e fazem. Podemos ser feridos pelas suas palavras e ações. Mas a decisão de ser vencidos por tais palavras ou de superar os ressentimentos e controlar a nossa atitude é exclusivamente nossa. Ninguém precisa ser dominado e destruído pela amargura!

-por Dennis Allan


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