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O Projeto Pi de 1897

O dia 14 de março de 2015 foi comemorado por pessoas que gostam da matemática como o Dia do Pi, o valor matemático usado em cálculos como a circunferência e a área de círculos. Como o número representado por pi (uma letra grega) começa com 3,1415, o sistema de datas de mês, dia, ano representou dia 14 de março de 2015 como 03.14.15. Aficionados da matemática aproveitaram o dia para publicar fatos interessantes sobre esse valor matemático. Um desses fatos aconteceu em 1897, quando a câmara de deputados do estado de Indiana, EUA, votou a favor do projeto de lei número 246. Proposto por Edward J. Goodwin, um médico, esse projeto definiu o valor do pi como 3,20. Após a intervenção de C. A. Waldo, professor da Universidade de Purdue, o senado não aprovou o projeto e ele não passou a vigorar como lei.

Ao ouvir essa história verídica, qualquer pessoa que entende um pouco da matemática certamente rirá. O valor do pi, como inúmeros outros fatos da matemática, foi descoberto na natureza, não inventado por homens. Se dividir a circunferência de um círculo por seu diâmetro, o resultado será pi (3,14159265...), e nunca será 3,2. Mesmo se o senado e o governador tivessem concordado com a câmara, o valor do pi não mudaria. Se aqueles legisladores tivessem persuadido todos os governos de todos os países a adotarem esse valor do pi, nada, de fato, teria mudado. Se os governos do mundo tivessem sido tão bobos para legislarem um novo valor do pi, os matemáticos, frustrados em lidar com governantes arrogantes, poderiam ter inventado outra maneira de definir o termo imutável. Talvez teriam falado sobre o pi verdadeiro, distinto do pi legal.

Essa história sobre a matemática é fascinante e curiosa, mas o que tem a ver com a Bíblia? Com certeza, os autores da Bíblia não se preocupavam com detalhes da matemática e da ciência, frequentemente usando números redondos e descrições populares. O ponto é bem maior e muito mais prático para todos nós.

Descobrimos fatos no Universo material que simplesmente existem, coisas que são assim. O homem não pode legislar o valor do pi, nem a velocidade da luz, nem o peso atômico do ouro. São fatos, coisas que existem para o homem descobrir. Os cientistas se ocupam tentando descobrir e utilizar tais fatos. Invenções representam as maneiras do homem controlar as coisas dentro das leis naturais fixas, semelhante ao trabalho de um compositor em manipular as notas musicais que existem, sendo elas mesmas resultadas de multiplicações matemáticas de frequências de vibrações.

Um corpo legislativo pode ousar declarar o valor do pi ou até afirmar que o nosso planeta seja o centro do Universo, mas tais declarações não mudam os fatos determinados pelo Criador do Universo. Na aplicação desse fato, encontramos um dos maiores desafios da nossa época. Pessoas (como eu) que acreditam em um Criador que definiu as leis da Natureza precisam enfrentar a questão das suas leis morais e éticas. Ele definiu leis para governar o comportamento humano, ou nos deixou livres para legislar o certo e errado conforme os caprichos de opiniões populares?

A resposta bíblica é clara. O papel de Deus ser Criador é inseparável do seu papel de governar suas criaturas. Observamos esse vínculo importante em trechos como Salmo 19 e Romanos 1:18-32. O mesmo Deus que definiu a lei da gravidade definiu as normas de relações humanas. Homens podem ousar declarar, por atos legislativos, qualquer posição, doutrina ou direito, mas suas legislações não mudam os princípios estabelecidos por Deus. Homens podem permitir e registrar o casamento de um homem com um ou mais outros homens, ou com seu cachorro ou com sua árvore favorita, mas o princípio dado por Deus (Gênesis 2:24; Mateus 19:4-6) não mudará. Legisladores podem autorizar médicos a tirar vidas, sejam de bebês no útero ou de pessoas idosas ou doentes, mas o princípio dado por Deus não mudará (Gênesis 9:6). Governos podem adotar políticas de “limpeza étnica” e tentar aniquilar categorias inteiras de pessoas indesejadas, mas a vontade do Criador continua a mesma (Atos 17:26).

Leis humanas são temporárias, mas a palavra de Deus é eterna e absoluta (Isaías 40:8; 1 Pedro 1:22-25; Marcos 13:31).

-por Dennis Allan


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