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Pais Ensinam seus Filhos como Trabalhar

A capacidade de trabalhar é uma bênção que Deus nos deu. Esta afirmação pode soar estranha para alguns leitores por vários motivos. Alguns simplesmente não gostam de trabalhar e acham tal responsabilidade um peso a ser evitado. Outros entendem o trabalho como consequência do pecado do primeiro casal no Éden, e assim o entendem como maldição e não bênção. Vamos, portanto, esclarecer o nosso entendimento desse ponto para compreender melhor o papel dos pais na educação dos filhos.

O trabalho não é maldição consequente do pecado! Depois do pecado de Adão e Eva, o Senhor disse ao homem: “Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3:17-19). Em consequência do pecado, Deus mudou as condições da própria terra e o trabalho do homem se tornou mais difícil, mas o trabalho em si não faz parte dessa maldição. Antes do pecado do homem e sua mulher, Deus lhes deu a responsabilidade de dominar a terra e os animais e de cultivar e cuidar do jardim (Gênesis 1:28-29; 2:15). O homem não trabalha porque pecou, ele trabalha porque foi criado para isso! O trabalho é bom, e deve ser visto como uma bênção e privilégio.

Por isso, os pais devem ensinar seus filhos sobre responsabilidade e trabalho. Sem negar a realidade de abusos, os pais precisam educar seus filhos e criá-los com uma ética saudável de trabalho. Dar responsabilidade e exigir que filhos cumpram tarefas, desde pequenos, não é maldade ou escravidão infantil, é educação responsável! 

É importante ensinar os filhos a trabalharem porque a preguiça é ruim. A Bíblia fala várias vezes sobre a preguiça, e nunca em termos positivos. Considere este trecho: “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso, considera os seus caminhos e sê sábio. Não tendo ela chefe, nem oficial, nem comandante, no estio, prepara o seu pão, na sega, ajunta o seu mantimento. Ó preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Um pouco para dormir, um pouco para tosquenejar, um pouco para encruzar os braços em repouso, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado” (Provérbios 6:6-11). Um homem preguiçoso, querendo evitar o “sofrimento” do trabalho, traz para si muito mais sofrimento: “O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é plana” (Provérbios 15:19); “A preguiça faz cair em profundo sono, e o ocioso vem a padecer fome” (Provérbios 19:15); “O preguiçoso morre desejando, porque as suas mãos recusam trabalhar” (Provérbios 21:25).

O preguiçoso não gosta de assumir responsabilidade, nem para cuidar de si: “O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca” (Provérbios 26:15). Com certeza, ninguém já chegou ao fim da sua vida e disse: “Tenho tanto orgulho de ter criado filhos folgados e irresponsáveis que só vivem pedindo e roubando dos outros”. Pelo contrário, pais sentem prazer em ver seus filhos como bons trabalhadores. Se queremos filhos responsáveis e diligentes no seu trabalho, precisamos cumprir o nosso papel na educação deles.

Pais ensinam responsabilidade pelo bom exemplo. Homens que recusam aprender para trabalharem melhor e que fazem só o mínimo para sobreviver oferecem aos filhos um péssimo exemplo. Mães que não capricham no seu trabalho de cuidar da família e da casa ensinam seus filhos a serem igualmente negligentes. Recusar aprender e aplicar o conhecimento na prática é característica de um tolo: “Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que sabem responder bem” (Provérbios 26:16).

Acima de tudo, pais, ensinem seus filhos a priorizar seu trabalho. Devem cumprir suas obrigações financeiras, mas o foco não deve ser material. Jesus disse: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna” (João 6:27); “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (Mateus 6:25).

-por Dennis Allan


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