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Pais Ensinam seus Filhos sobre Responsabilidade Financeira

Manchetes recentes têm focado a inadimplência da Grécia e os efeitos internacionais da sua falta de pagamento de compromissos. Para muitos de nós, soa como um problema alheio que envolve questões políticas e números enormes, mas de pouco significado para as pessoas comuns no Brasil. Vamos pensar, então, em outros fatos que chegam mais próximos de casa. Um estudo divulgado em novembro de 2014 apontou a inadimplência de 35 milhões de brasileiros, representando 24,5% da população. De fato, o número seria bem maior se a pesquisa incluísse todos os inadimplentes, pois avaliaram somente os casos de dívidas formais acima de R$200 e com mais de 90 dias de atraso (fonte: www.investimentosenoticas.com.br).

É possível e comum culpar políticas do governo e a alta índice de corrupção entre pessoas em posições de autoridade. Não podemos negar a realidade desses problemas e seus efeitos negativos, mas seria errado e irresponsável passar toda a culpa para os outros. Podem existir casos isolados de pessoas que são coagidas a assumir dívidas além da sua capacidade, mas não é a norma. Em quase todos os casos, a inadimplência indica a falta de responsabilidade dos devedores. Podemos argumentar que os juros são abusivos, mas o fato é que são divulgados nos contratos que assinamos. Quando assinamos um contrato ou cheque pré-datado ou digitamos a senha de um cartão de crédito, estamos assumindo o compromisso de pagar. Quando não pagamos, quebramos a nossa palavra e demonstramos a falta de responsabilidade. Em termos simples, mostramos que somos mentirosos.

Precisamos agir para reverter essa situação no nível mais fundamental: em nossas próprias vidas e na educação familiar. Consideremos alguns princípios bíblicos que devem ser aplicados em nossas vidas e ensinados aos nossos filhos.

Se não tiver como pagar, não assuma o compromisso! O autor de Eclesiastes falou de votos para Deus quando disse: “Melhor é que não votes do que votes e não cumpras” (Eclesiastes 5:5), mas o mesmo princípio se aplica a compromissos entre homens, no sentido que Deus é testemunha. Se não tem como pagar, não se obrigue! Precisamos aprender e ensinar a matemática básica. 500 + 300 + 400 + 200 não são iguais a 1.000. Uma pessoa que ganha mil reais não pode gastar 500 de aluguel, 300 para comida, 400 para uma prestação de carro e mais 200 para combustível e manutenção do veículo. Antes de ser seduzido pela apresentação de um bom vendedor, e antes de assinar o contrato ou digitar a senha do cartão, faça os cálculos! E ensine seus filhos, desde pequenos, a viver dentro do seu orçamento. 

Entenda que dívida é um tipo de escravidão voluntária. Muitos correm para comprar, mesmo assumindo dívidas acima das suas condições, achando que o banco ou a loja está facilitando a sua vida. Cuidado! “O rico domina sobre o pobre, e o que toma emprestado é servo do que empresta” (Provérbios 22:7). Quando assumimos dívidas, somos dominados por aquele que empresta (Deuteronômio 28:43-45).

Inadimplência é pecado. Precisamos parar de nos enganar, achando que seja normal assumir dívida e não pagar. Desde a antiguidade, Deus exigia que os homens cumprissem sua palavra (Números 30:2; Efésios 4:25; Romanos 13:7). Davi, o segundo rei de Israel, escreveu: “O ímpio pede emprestado e não paga” (Salmo 37:21). 

Dívidas excessivas são evidências do pecado da avareza. Ao invés de economizar e poupar dinheiro por 10 meses, um consumidor assume uma dívida de 18 meses, pagando quase o dobro do valor real do produto, porque deseja tê-lo já! Jesus disse: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:15). Sejamos honestos. Muitos dos motivos de endividamento hoje são desejos de possuir coisas completamente desnecessárias, que quase ninguém tinha 30 anos atrás. É possível viver sem televisão de 42 polegadas (ou melhor, sem televisão), sem videogame, notebook, tablet, smartphone, carro etc. A avareza é idolatria (Colossenses 3:5). Quais são os nossos ídolos? Aprendamos a viver contentes com as coisas que temos: “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes” (1 Timóteo 6:7-8).

-por Dennis Allan


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