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Salmo 54: Ó Deus, Salva-me

Os Salmos escritos por Davi durante sua fuga do rei Saul refletem uma atitude louvável de dependência em Deus. Apesar de ser um guerreiro de renome e um homem inteligente que gozava do apoio de uma boa parte da população de Israel, Davi claramente entendeu sua incapacidade de se salvar por seus próprios recursos ou obras. Seu livramento dependia da graça de Deus.

As primeiras partes do título do Salmo 54 enfatizam sua importância para a adoração no templo e para a instrução do povo de Deus: “Ao mestre de canto. Salmo didático. Para instrumentos de cordas”. O título continua com a identificação do autor e da circunstância histórica: “De Davi, quando os zifeus vieram dizer a Saul: Não está Davi homiziado entre nós?” Com base nessas informações, podemos saber da situação que levou Davi a escrever esse hino didático.

Depois de receber a notícia da matança em Nobe pelos servos de Saul (1 Samuel 22), Davi e seus homens foram ajudar a cidade de Queila a se defender contra os filisteus, os principais inimigos de Israel. Deus revelou para Davi que Saul chegaria à cidade e que os homens de Queila iam entregá-lo ao rei ciumento. Davi, querendo evitar uma tragédia igual à matança em Nobe, resolveu sair da cidade. O resultado foi o efeito desejado: Saul não atacou a cidade de Queila.

Davi e seus 600 homens foram para o deserto de Zife, no sul de Judá. Jônatas, o filho do rei e amigo de Davi, chegou a encorajar o fugitivo, afirmando sua confiança no plano de Deus de estabelecer Davi como rei sobre Israel (1 Samuel 23:15-18).

Nem todos mostraram a fé e a lealdade de Jônatas, porém. Os zifeus foram para Gibeá e fizeram um pacto para entregar Davi nas mãos do rei Saul. Com essas novas informações, o rei renovou sua perseguição de Davi (1 Samuel 23:19-25). Foi nessa ocasião que Davi fez a oração de Salmo 54. Ao longo do Salmo, ele faz contrastes entre si mesmo, como justo servo de Deus (versos 2,4,6), e seus perseguidores violentos e insolentes (versos 3,5,7).

“Ó Deus, salva-me, pelo teu nome, e faze-me justiça, pelo teu poder” (verso 1). Davi procura o livramento, não por causa do seu próprio mérito, mas com base no justo caráter de Deus.

“Escuta, ó Deus, a minha oração, dá ouvidos às palavras da minha boca” (verso 2). Davi, como servo humilde, não chega à presença de Deus com demandas. Ele implora a Deus que este ouça suas súplicas, entendendo que a oração não é direita humana, e sim o privilégio daqueles que andam em comunhão com seu Criador.

“Pois contra mim se levantam os insolentes, e os violentos procuram tirar-me a vida; não tem Deus diante de si” (verso 3). Os perseguidores de Davi são, também, inimigos de Deus. Por isso, o salmista confia em Deus para ouvir suas petições e defendê-lo contra os adversários.

Há uma pausa musical depois do verso 3, representado pela palavra hebraica “Selá”. Essa pausa dá o efeito de esperar a resposta à súplica, que vem a partir do verso 4.

“Eis que Deus é o meu ajudador, o SENHOR é quem me sustenta a vida. Ele retribuirá o mal aos meus opressores; por tua fidelidade dá cabo deles” (versos 4 e 5). Apesar de estar acompanhado por 600 homens nesse momento (1 Samuel 23:13), Davi reconheceu Deus como seu ajudador. A confiança da resposta às orações é enraizada na certeza do caráter de Deus. Davi pediu salvação pelo nome (caráter) de Deus (verso 1), e sabia que a fidelidade de Deus será evidente no seu castigo dos opressores.

“Oferecer-te-ei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom. Pois me livrou de todas as tribulações; e os meus olhos se enchem com a ruína dos meus inimigos” (versos 6 e 7). A resposta adequada ao livramento divino é a adoração e gratidão. Davi viu motivos para louvar o Senhor e lhe oferecer sacrifícios, porque Deus ouviu suas súplicas e derrotou seus adversários.

No final do Salmo 54, Davi foi libertado, e seus inimigos, vencidos. Mas o vencedor digno de louvor é o próprio Senhor!

-por Dennis Allan


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