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Salmo 11: Foge para Teu Monte?

O título do Salmo 11 identifica Davi como autor, mas não cita a circunstância específica que ocasionou sua composição. É provável que o mais famoso salmista de Israel tenha escrito esse Salmo durante o período de conflito com Saul, o primeiro rei de Israel. Como Davi resiste, nesse momento, a tentação de fugir para seu monte, é possível que o Salmo 11 seja posicionado no início do conflito com Saul, quando Davi permaneceu como servo fiel ao rei (1 Samuel 18), e antes da fuga relatada em 1 Samuel 19 em diante. Davi nem sempre demonstrou a determinação e resistência à tentação comunicadas nesse Salmo.

“No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte” (verso 1). Montanhas são lugares naturais de proteção, citadas nesse sentido diversas vezes nas Escrituras. Nessa ocasião, porém, a opção de se esconder no monte seria um fracasso espiritual. Enquanto Davi ouvia esse conselho de alguém, ele pensou no seu relacionamento com o próprio Senhor. Fugir para os montes seria falta de confiança em Deus. Deus escolheu Davi para ser o próximo rei de Israel, e as perseguições por Saul e seus servos não negariam a promessa divina. Davi agiria por fé, e não como um pássaro seguindo instintos de autopreservação.

“Porque eis aí os ímpios, armam o arco, dispõem a sua flecha na corda, para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração” (verso 2). Os injustos que ameaçavam Davi estavam bem armados e se escondiam para armar uma cilada, uma descrição que se enquadra bem na realidade das perseguições que Davi sofria por causa da inveja de Saul. Sabemos que Davi manejava bem as armas de guerra, mas ele não faz um comentário sequer sobre o emprego desse meio de autodefesa.

“Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (verso 3). O governo do rei Saul não seguia os princípios de justiça determinados por Deus. Davi não teria recursos legais diante dos homens, uma vez que o próprio rei determinou matá-lo. A circunstância de Davi não foi tão diferente da realidade em muitos países atuais. A corrupção e impunidade de líderes governamentais destroem os fundamentos que deveriam reger seu trabalho. O cidadão perde confiança nas instituições do governo, pois não vê a justiça cega aplicada igualmente a todos. Se podemos nos identificar com o dilema de Davi, devemos continuar e ver como ele solucionou esse problema.

Diante do fracasso de um governo que não defende a justiça, o que pode fazer o justo? A resposta vem no resto do Salmo.

“O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens. O SENHOR põe a prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina” (versos 4 e 5). Primeiro, Deus reina! Jamais devemos esquecer da sua soberania, mesmo quando não enxergamos ou não compreendemos seus atos (Daniel 4:32). Segundo, Deus vê! Ele observa o procedimento de todos. Homens injustos podem escapar da justiça humana e continuar usufruindo os privilégios alcançados por sua desonestidade, mas Deus está vendo tudo. Terceiro, Deus julga! Ele põe a prova e faz distinção entre o justo e o ímpio. Quarto, Deus rejeita! Às vezes, comentamos que Deus odeia o pecado mas ama o pecador. No sentido de oferecer a graça a todos, há verdade nesse ditado (João 3:16). Porém, alguns textos bíblicos mostram que Deus abomina a pessoa que persiste no pecado (Levítico 20:23; Salmo 5:5; Oseias 9:15). A alma do Senhor abomina aquele que ama a violência.

“Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice. Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face” (versos 6 e 7). Davi encerra o Salmo com declarações confiantes da justiça de Deus. Ele pune os perversos e aceita em comunhão eterna aqueles que amam a justiça. Deus predeterminou o destino de cada um, conforme sua decisão de amar a justiça ou amar o pecado. Escolhemos o nosso caminho, para a vida ou para a morte (Deuteronômio 30:15-20; Mateus 7:13-14).

Jamais devemos ficar desesperados diante das injustiças desse mundo, pois os justos confiam no Deus que está no seu templo celestial, pronto para julgar todos.

-por Dennis Allan


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