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Salmo 17: Ouve, SENHOR, a Causa Justa

Vários dos Salmos identificam o autor e o contexto histórico da sua composição. Alguns, como o Salmo 17, nos informa do autor (Davi) sem especificar a circunstância na sua vida quando escreveu o hino. Em casos assim, é comum identificar, pelo estudo da história da vida do autor e do próprio Salmo, um ou mais possíveis contextos. A linguagem de Salmo 17 se ajusta bem ao período de conflito entre Saul e Davi, registrado em 1 Samuel 18 a 26.

Esse Salmo consiste de uma série de apelos feitos ao Senhor, uma oração de Davi durante um período de ameaça no qual ele foi cercado por inimigos que procuravam sua morte. O primeiro versículo apresenta três vezes a súplica para uma audiência divina: (1) “Ouve, SENHOR, a causa justa”, (2) “atende ao meu clamor”, (3) “dá ouvidos à minha oração”.

Davi não pede apenas a condenação dos seus opressores, mas o julgamento dos dois lados. Ele mostra a consciência limpa e a certeza de ser julgado justo, vítima inocente dos ataques dos seus perseguidores.

O salmista inicia com um pedido de julgamento divino, obviamente feito com equidade (versos 1 e 2), começando com a avaliação do seu próprio comportamento: “Sondas-me o coração... provas-me no fogo e iniquidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride” (verso 3). É difícil compreender tal confiança diante do Santo Deus apenas da perspectiva das obras de Davi, um homem que se mostrou humildade diante de Deus e era ciente das suas falhas. A única maneira que uma pessoa pode permanecer na presença do Criador é pela graça do Redentor, uma mensagem prevista no Antigo Testamento e revelada claramente no Novo. Todos pecamos (Romanos 3:23), mas todos somos convidados a receber a graça demonstrada no sangue redentor de Jesus Cristo (Romanos 3:24-26; 6:23; 8:31-34). Da mesma maneira que qualquer um pode rejeitar a misericórdia de Deus hoje, Davi viu seus opressores como homens violentos e não arrependidos, merecedores da condenação divina (verso 4). Em contraste com os violentos, Davi andava no caminho definido pelo Senhor (verso 5).

Davi continua sua oração com uma solicitação de proteção divina (versos 6 a 9). Ele implora a Deus que este ouça suas palavras e pede refúgio sob as asas do Senhor. A linguagem do verso 8 foi empregada por Jesus quando ele falou da sua vontade de salvar o povo de Jerusalém, mas ele frisou uma diferença fundamental entre Davi e os judeus que rejeitaram seu Salvador. Ele queria protegê-los, mas eles não desejavam a salvação que ele ofereceu (Mateus 23:37). Deus não estende a sombra das suas asas sobre todos. Ele convida, mas nós decidimos aceitar ou não o refúgio que ele oferece (Mateus 11:28-30).

Davi pede proteção de homens perversos, insolentes e violentos (versos 10 a 12). Ele viu esses perseguidores como um leão esperando em emboscada para matar sua presa, mas Davi obviamente continuou confiando no Deus que lhe havia dado vitória sobre um leão quando ele era apenas menino cuidando das ovelhas do seu pai (1 Samuel 17:34-36). As histórias bíblicas não nos chamam a subestimar o poder dos adversários, até comparando o próprio Satanás a um leão que ruge e procura sua presa (1 Pedro 5:8-9). Não foi errado para os israelitas ver o tamanho dos gigantes em Canaã (Números 13:33) ou a imensidade do campeão filisteu que os desafiava (1 Samuel 17:4-11). Não é errado reconhecer que os desafios e tentações que encaramos são grandes, até muito maiores do que nós. O problema vem quando não enxergamos a superioridade de Deus sobre todos os inimigos. A vitória não vem pelo tamanho da nossa fé, mas pelo tamanho do Deus no qual confiamos. Davi entendeu isso.

A vitória de Davi sobre seus opressores viria pela espada que Deus segurava na sua mão, não por sua própria força humana (versos 13-14). Ele confiou na justiça de Deus que traria proteção para o inocente e punição para seus perseguidores perversos.

No final da história, pela misericórdia de Deus, Davi ainda estaria de pé: “Eu, porém, na justiça contemplarei a tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a tua semelhança” (verso 15).

-por Dennis Allan


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