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Salmo 91: Fizeste do Altíssimo a Tua Morada

O Salmo 91 é um dos mais conhecidos e confortantes dos hinos de Israel. Não sabemos o nome do autor nem seu contexto histórico. Alguns comentaristas sugerem que venha do período da peregrinação de Israel no deserto, depois do êxodo do Egito, mas antes da conquista da terra prometida. Outros percebem linguagem típica dos Salmos de Davi, talvez depois de ser livrado das perseguições de Saul, ou depois de uma campanha militar bem-sucedida, ou depois do conflito civil provocado pela tentativa de golpe por seu filho Absalão. O Espírito Santo achou importante nos revelar a mensagem desse Salmo, mas não fez questão de posicionar esse poema em um determinado contexto histórico. Esse fato pode ter contribuído à aceitação geral do Salmo, pois todos passam por momentos difíceis e podem se beneficiar da sua mensagem confortante de proteção divina. Vamos considerar a mensagem desse riquíssimo hino.

O Salmo começa com uma afirmação do acesso dos justos a Deus: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio” (versos 1 e 2). As primeiras palavras do Salmo nos desafiam a pensar sobre nosso relacionamento com Deus. Ele não descreve a pessoa que se lembra do Senhor eventualmente, em momentos de angústia, nem a pessoa que se mostra “espiritual” por algumas horas por ano/mês/semana em reuniões religiosas enquanto dedica a vida à procura de coisas e prazeres desse mundo. A pessoa descrita aqui vive em comunhão íntima com Deus.

As pessoas que vivem nessa relação especial com Deus têm sua garantia de segurança (versos 3 a 8). O Senhor lhes dá livramento das ciladas dos inimigos, pois encontraram refúgio sob suas asas (exatamente o que Jesus desejava dar para o povo de Jerusalém – Mateus 23:37). Em contraste, aqueles que rejeitam o Senhor, como Jerusalém fez com Jesus, sofrem o castigo divino (versos 7 e 8; Mateus 23:38). O uso dessa linguagem por Jesus nos ajuda a evitar interpretações equivocadas. Cristo e os apóstolos não prometeram livramento de sofrimento nesta vida, e sim a segurança eterna (Mateus 10:28; 2 Timóteo 3:10-12).

A moradia com Deus é o lugar seguro. Voltando à linguagem dos primeiros dois versos, o salmista reitera o motivo da segurança do fiel: “Pois disseste: O SENHOR é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada. Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda” (versos 9 e 10). Essas promessas não são universais. Deus estende suas asas para proteger aqueles que desejam acima de tudo a comunhão com ele. Essa linguagem exclui interesseiros egoístas que tratam Deus como uma lâmpada de gênio que vive para realizar seus desejos.

Os próprios anjos protegem os fiéis! Deus dá ordens aos seus servos celestiais para cuidar dos homens que andam em comunhão com ele (versos 11 a 13). A Bíblia ensina que os anjos são seres superiores aos homens (Hebreus 2:6-7), mas o mesmo texto afirma que Deus envia seus anjos para servir os herdeiros da salvação (Hebreus 1:14). Alguns erram ao defender doutrinas especulativas sobre anjos e exatamente como eles agem a favor dos justos, assuntos que não são abordados nesses textos bíblicos. Outros elevam anjos mais ainda, chegando a adorar essas criaturas. O Criador, e nenhuma criatura, é o único objeto válido da nossa adoração (Romanos 1:25). Mas não vamos perder o significado desses versos do Salmo 91. Não precisamos entender o mecanismo para achar conforto no fato. Não é necessário entender como os anjos protegem para ser consolado pela promessa divina dada aqui.

O final do Salmo 91 é a melhor parte! Nos primeiros 13 versos, o salmista falou sobre as decisões dos homens e a confiança na ajuda divina oferecida por meio dos anjos. Os últimos três versos transmitem as palavras do próprio Senhor: “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu lhe responderei; na sua angústia eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Saciá-lo-ei com longevidade e lhe mostrarei a minha salvação” (versos 14 a 16).

É por bons motivos que o Salmo 91 é universalmente conhecido e amado. Mas erramos em tratá-lo como uma promessa de salvação barata. Esse Salmo fala das bênçãos dadas exclusivamente às pessoas que vivem em íntima comunhão com o Criador e Salvador.

-por Dennis Allan


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