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Salmo 96: Porque Grande é o SENHOR

Davi, o segundo rei de Israel, organizou o serviço ao Senhor em Jerusalém. Nomeou os homens responsáveis para conduzir a adoração dos israelitas. O primeiro hino registrado nesse contexto do culto em Jerusalém inclui partes dos Salmos 105, 96 e 106 (nesta sequência). A mensagem é da dignidade de Deus como o exclusivo objeto legítimo de adoração. Ele merece as expressões de gratidão das suas criaturas e deve ser honrado por hinos de adoração. Neste artigo, consideramos a mensagem do Salmo 96.

Salmo 96 se destaca dos outros dois citados por sua mensagem universal. Charles Spurgeon o descreveu como um hino missionário, pois seu apelo se dirige às nações, e não exclusivamente a Israel.

O Salmo começa com um convite tríplice de cantar ao SENHOR (versos 1 e 2). O Salmista convida os adoradores a cantar “um cântico novo”. Essa expressão, encontrada várias vezes nos Salmos, pode significar apenas o fato do hino ter sido escrito para uma ocasião específica. É importante notar, porém, o uso das mesmas palavras em outros livros que falam sobre a salvação em Cristo. A frase aparece em Isaías 42:10 em um contexto que anuncia a vinda do Servo do Senhor com sua mensagem para os gentios (nações não judias). O capítulo é citado no Novo Testamento como profecia sobre Jesus (Mateus 12:18-21; Lucas 2:32 etc.). No livro do Apocalipse, um novo cântico está vinculado à mensagem da redenção em Cristo (considere Apocalipse 5:9 e 14:3 nos seus respectivos contextos). É certo ver no Salmo 96 um vislumbre do evangelho de Jesus Cristo que seria pregado a todas as nações. O Salmo foi composto 1.000 anos antes do nascimento de Jesus, mas ocupa um lugar importante no louvor dos cristãos atuais, pois nos chama a proclamar a mensagem da salvação às nações.

A natureza universal da mensagem de Deus se torna evidente pelas expressões empregadas nesse Salmo: “todas as terras” (versos 1 e 9), “entre as nações” (versos 3 e 10) e “entre todos os povos” (verso 3), os “povos” (versos 5, 7, 10 e 13) e “o mundo”(verso 13). Diferente dos outros Salmos da ocasião (105 e 106), que focalizavam a relação de Deus com a nação escolhida de Israel, este Salmo reconhece o domínio universal do único Deus e seu desejo de estender a salvação a todos.

Como já observamos em outros Salmos, a mensagem do Salmo 96 é de honrar e glorificar o Senhor. A salvação dos homens depende do seu reconhecimento da grandeza do soberano Criador do universo. Não encontramos tons de pluralismo na mensagem bíblica. O Deus da Bíblia não é um de vários, mas o único verdadeiro: “Porque todos os deuses dos povos não passam de ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. Glória e majestade estão diante dele, força e formosura, no seu santuário” (versos 5 e 6). Essa mensagem é de suma importância no mundo atual, onde a noção da igualdade de todas as religiões e filosofias domina. O Deus verdadeiro é tudo: soberano, onipotente, onisciente e onipresente; ele não é igual a zero, que é a soma dos outros deuses.

Deus merece o louvor de todos os povos de todas as terras porque ele é o Senhor do mundo inteiro; ele reina sobre todos e julga o mundo na sua justiça (versos 7-13). Alguns judeus no período do Antigo Testamento esqueceram desse fato. Como outros povos acreditavam em deuses locais com autoridade limitada (1 Reis 20:28), alguns judeus começaram a crer na mesma noção sobre seu Deus. Jonas até pensou que fosse possível fugir da presença de Deus (Jonas 1:3). O autor do Salmo 96 não se enganou com tais ideias, pois acreditou firmemente no domínio universal do Criador e do dever de todos os homens de honrar o Senhor com seu serviço e louvor. Deus teve uma relação especial com seu povo escolhido durante séculos, mas nunca esqueceu dos outros povos. Todos teriam acesso à mesma graça em Jesus Cristo (Atos 10:34-36). Mesmo durante a vigência da lei dada aos israelitas no monte Sinai, Deus aceitava pessoas de outras nações que vieram adorá-lo. É aos povos não judeus que o Salmista diz: “Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras” (versos 8 e 9).

Deus merece, e sempre merecia, o serviço de todas as suas criaturas!

-por Dennis Allan


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