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Salmo 15: Quem, SENHOR, Habitará no Teu Tabernáculo?

O trabalho de organizar a cidade de Jerusalém como o centro da religião dos israelitas ocupou uma boa parte do reinado de Davi, e foi realizado com muito prazer por esse servo do Senhor. Salmo 15 é um dos vários hinos que comunicam os sentimentos do rei Davi e de incontáveis outros adoradores. O verdadeiro servo do Senhor anseia estar na presença do Criador. Davi mostrou esse desejo quando falou sobre o tabernáculo do Senhor no monte Sião em Jerusalém, e quando falou sobre o desejo de habitar eternamente com Deus.

Do começo ao fim desse Salmo, o foco está na comunhão permanente com Deus. Diferente das atitudes comuns de pessoas que querem solicitar a ajuda divina em momentos difíceis e ignorar seu Criador durante a maior parte do tempo, o desejo de Davi foi de permanecer na presença de Deus. Ele fala de habitar no tabernáculo e morar no monte do Senhor: “Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” (verso 1).

Os versos seguintes respondem às perguntas com descrições das qualidades que Deus deseja nas pessoas que andam com ele. Obviamente, quatro versos de um salmo não são suficientes para descrever todos os aspectos da integridade espiritual, mas servem para ensinar o tipo de caráter que devemos cultivar.

“O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade” (verso 2). Davi começa com algumas características positivas, a primeira sendo extremamente abrangente. Ser íntegro significa a condição de uma pessoa completa ou inteira. Em todas as coisas e em todos os aspectos da sua vida, essa pessoa procura fazer o certo. A integridade é o oposto da corrupção. As outras duas expressões desse verso identificam manifestações comuns da integridade. Essa pessoa tem um compromisso firme com a justiça e com a verdade.

A descrição continua com exemplos de condutas que o homem íntegro evita: “o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho” (verso 3). O destaque no controle da língua não nos surpreende, pois é um tema comum nas Escrituras. Desde Gênesis 3, encontramos exemplos das consequências das mentiras. Dois dos Dez Mandamentos dados no monte Sinai tratam especificamente das coisas faladas. Provérbios e outros livros distinguem entre o bom uso e os abusos da língua. No Sermão do Monte, Jesus fez vários comentários sobre as palavras usadas por seus seguidores. Tiago comentou sobre a dificuldade e a importância de controlar a língua: “Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito varão, capaz de refrear também todo o corpo” (Tiago 3:2).

As atitudes dos servos de Deus se espelham no caráter divino. O homem que mantém comunhão com Deus é aquele que acha prazer nas coisas certas e despreza as coisas erradas: “o que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR” (verso 4). É uma coisa obedecer a uma lista de regras, evitando pecados óbvios como homicídio, blasfêmia, adultério e roubo, mas Deus exige muito mais do que apenas a conformidade externa em requisitos como esses. Nossas opiniões devem ser moldadas pela vontade de Deus. Além de não matar, devemos detestar a violência contra outros e o ódio que leva a tal procedimento desprezível. Por outro lado, o servo do Senhor valoriza e honra outras pessoas que demonstram a mesma disposição de honrar a Deus.

Para permanecer na casa do Senhor, é necessário ser honesto nos negócios: “o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente” (versos 4 e 5). A palavra da pessoa que teme a Deus é confiável. Mesmo se perceber, depois de assumir um compromisso, que será prejudicada, ela cumpre a sua palavra. Nos seus negócios, ela é governada pelos princípios revelados por Deus, e assim não age com injustiça ou desonestidade.

Resumindo todos esses aspectos da integridade do servo de Deus, Davi conclui o Salmo com esta promessa: “Quem deste modo procede não será jamais abalado” (verso 5). 

-por Dennis Allan


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