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Salmo 95: Vinde, Adoremos e Prostremo-nos

Davi sentiu imenso prazer em adorar ao Senhor, e se dedicou ao trabalho de incentivar, organizar e conduzir o culto a Deus em Israel. Salmo 95 é uma chamada à adoração com um contraste interessante. Ou abrimos os corações para dar ao Criador sua devida honra, ou endurecemos os corações e viramos as costas para ele. 

Salmo 95 não inclui título, mas o autor do livro de Hebreus o atribui a Davi (Hebreus 4:7). Não sabemos em que momento Davi compôs este Salmo, pois a mensagem nele apresentada é típica de Salmos de todos os períodos do seu reinado. Vamos ler e refletir sobre sua mensagem:

“Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos. Porque o SENHOR é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses” (versos 1 a 3). A adoração a Deus é ativa e proposital. Davi chama os adoradores a saírem e se unirem a outros para oferecer louvores. No contexto do Novo Testamento, se torna especialmente claro que podemos adorar a Deus em qualquer lugar e momento, uma vez que esse serviço seja feito “em espírito e em verdade” (João 4:24), ou seja, com sinceridade e conforme as orientações que Deus nos dá nas Escrituras. Em Israel na época de Davi, porém, alguns atos de adoração foram oferecidos a Deus exclusivamente no local que o Senhor determinou como centro nacional da sua religião. Adoração no tabernáculo temporário, na época de Davi, ou no templo permanente edificado por seu filho nas gerações posteriores, fazia parte do serviço que Deus pedia do seu povo. Para participar no culto nacional, os israelitas saíam das suas casas e viajavam, às vezes grandes distâncias, para se reunirem em Jerusalém. O serviço a Deus não foi visto por esses adoradores, e não deve ser visto hoje, como algo passivo, feito com pouco ou nenhum esforço. O conceito de culto ou adoração nas Escrituras é inseparável da noção de serviço. Quando Jesus falou de adorar e dar culto a Deus (Mateus 4:10), ele usou palavras traduzidas no texto do Antigo Testamento como temer e servir (Deuteronômio 6:13). Para o sincero adorador, esse serviço não é uma tarefa desagradável ou árdua. Os hinos de louvor, mesmo sendo sacrifícios (Hebreus 13:15), são oferecidos com júbilo, pois são cantados para honrar “o Rochedo da nossa salvação” que nos proporciona a segurança nas tempestades dessa vida. Ele é o único verdadeiro Deus.

“Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois ele o fez; obra de suas mãos, os continentes” (versos 4 e 5). A capacidade de Deus de nos salvar é consequência natural da sua posição como Criador. Ele exerce poder sobre a sua criação, e assim pode livrar seu povo de qualquer ameaça.

“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão” (versos 6 e 7). Ao papel de Criador, o salmista acrescenta outro motivo de adoração, tema comum no Antigo e Novo Testamentos: Deus é o Pastor que cuida do seu rebanho (compare Salmo 23; João 10:11; 1 Pedro 5:4).

Esses apelos à adoração são apresentados em contraste com a possibilidade de se afastar de Deus. O restante do Salmo é citado no Novo Testamento para avisar os cristãos sobre a possibilidade de abandonar sua fé e perder seu acesso à terra prometida celestial (Hebreus 3:7 – 4:16).

“Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, quando vossos pais me tentaram, pondo-me a prova, não obstante terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos, estive desgostado com essa geração e disse: é povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos. Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso” (versos 7 a 11). Deus faz seu apelo para o povo continuar servindo a ele, não imitando o mau exemplo dos seus antepassados que se desviaram no deserto entre o Egito e a terra prometida. Esse período de peregrinação é comparado, no Novo Testamento, à vida do cristão que, depois da sua conversão, enfrenta as tentações no caminho para o descanso celestial.

Devemos expressar gratidão ao nosso Criador, Redentor e Pastor na adoração contínua, evitando os pecados que levaram milhares de israelitas à morte no deserto. “Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo”. 

-por Dennis Allan


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