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Salmo 98: O SENHOR Fez Notória a Sua Salvação

Salmo 98 complementa perfeitamente o hino anterior, que frisou a justiça de Deus em relação a todos os povos. A justiça, que é possível somente quando há distinção entre certo e errado, sempre tem dois lados. Deus, na sua perfeita justiça, condena aqueles que recusam reconhecer sua soberania e salva aqueles que procuram refúgio na sua misericórdia. Salmo 97 trata do domínio universal do Senhor e o julgamento dos povos que adoram ídolos e negam o único verdadeiro Deus (veja o último artigo dessa série). Salmo 98 reforça esse entendimento da autoridade absoluta de Deus, mas frisa principalmente a salvação do povo que ele resgatou, a casa de Israel.

“Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque ele tem feito maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a vitória. O SENHOR fez notória a sua salvação; manifestou a sua justiça perante os olhos das nações. Lembrou-se da sua misericórdia e da sua fidelidade para com a casa de Israel; todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus” (versos 1-3). Como já observamos no estudo de Salmo 96, o tema do cântico novo nas Escrituras é, frequentemente, ligado à mensagem da salvação em Cristo. Neste caso, o verso seguinte fala da salvação que o Senhor oferece, com certeza a maior das maravilhas realizadas por Deus. Não há vitória maior do que a libertação dos pecadores das suas transgressões e suas consequências fatais. Essas palavras podem ser entendidas tanto no sentido histórico como no sentido profético. Quando Deus salvou a nação de Israel da escravidão no Egito, as outras nações viram e tremeram. E, começando 1.000 anos depois de Davi, a obra maior da salvação em Jesus foi demonstrada para o mundo inteiro. Jesus mesmo mandou os apóstolos ao mundo para pregar a doutrina da salvação: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16:15-16).

“Celebrai com júbilo ao SENHOR, todos os confins da terra; aclamai, regozijai-vos e cantai louvores. Cantai com harpa louvores ao SENHOR, com harpa e voz de canto; com trombetas e ao som de buzinas, exultai perante o SENHOR, que é rei” (versos 4-6). Em contraste com a linguagem de destruição e castigo do Salmo 97, que usou imagens de fogo, relâmpagos, terremotos e vulcões, a ênfase aqui está na alegria dos adoradores ao ver a graça salvadora do Senhor. Os sons do estrondo do juízo divino descem do céu no Salmo 97, e os sons da adoração dos redimidos sobem da terra no Salmo 98. Esses versos representam bem a adoração elaborada em Jerusalém, com seus móveis dourados e diversos instrumentos musicais para acompanhar as vozes dos adoradores. Deus, o rei, é o exclusivo merecedor desse louvor.

“Ruja o mar e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam. Os rios batam palmas, e juntos cantem de júbilo os montes, na presença do SENHOR, porque ele vem julga a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com equidade” (versos 7-9). Começando com os adoradores humanos de Israel em Jerusalém, os sons de louvor se espalham: o mar, a terra, os montes e os rios acrescentam suas vozes à orquestra de adoração. Outro Salmo inicia com as palavras: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19:1). Toda a criação de Deus, de uma maneira ou outra, serve para engrandecer seu Criador. A glória de Deus é evidente em todos os aspectos da sua maravilhosa obra da criação. Nesses versos do Salmo, porém, o autor identifica um motivo específico que leva a criação a adorar o Senhor: seu justo julgamento do mundo. Enquanto nós normalmente pensamos no julgamento divino em termos humanos, a salvação daqueles que se convertem ao Senhor e a condenação dos rebeldes, algumas passagens bíblicas tratam dos efeitos do pecado na natureza. Deus amaldiçoou a terra por causa do pecado de Adão (Gênesis 3:17-19). Ao longo da história, calamidades naturais têm sido empregadas por Deus como avisos e castigos aos homens pecadores. “Porque assim diz o SENHOR Deus: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, a fome, as bestas-feras e a peste, contra Jerusalém, para eliminar dela homens e animais” (Ezequiel 14:21; compare as pragas citadas nos livros de Êxodo e Apocalipse). Paulo fala do efeito da justiça divina em livrar a criação: “...na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Romanos 8:21-22). 

Mas a ênfase bíblica não está na redenção da criação material, pois Deus dá muito mais valor aos seres humanos criados à sua imagem. O mundo que Deus amou e mandou seu Filho para salvar são as pessoas que têm a oportunidade de crer para receber a vida eterna (João 3:16).

-por Dennis Allan


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