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Salmo 100: Servi ao SENHOR com Alegria

Mesmo sem detalhes que identificam o autor ou o momento exato da composição do Salmo 100, é fácil imaginar esse hino sendo cantado com ânimo e alegria no início de uma reunião em Jerusalém, convocando os participantes a adorarem ao Senhor. Entendendo que a adoração a Deus nos dias de hoje pode ser realizada em qualquer lugar, uma vez que seja feita em espírito e em verdade (João 4:23-24), esse hino ainda nos chama a honrar o Criador e Redentor com cânticos de louvor.

“Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras” (verso 1). Salmo 100 convida todos a louvar o Senhor com sua mensagem geral e universal. Suas palavras incluem referências a Israel (“seu povo e rebanho” – verso 3) e ao santuário nacional em Jerusalém (as portas e átrios do verso 4), mas seu convite não se limita aos hebreus. Deus deu um tratamento especial para os judeus durante um período de 1.500 anos, mas nunca esqueceu dos outros povos, pois ele é o Criador de todos. Foi provavelmente 1.000 anos depois da composição desse Salmo que Paulo pregou a uma audiência de outras nações e disse sobre Deus: “pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; de um só fez toda a raça humana...para buscarem a Deus” (Atos 17:25-27). Mesmo quando Deus deu certos privilégios para os descendentes de Abraão, nunca excluiu da sua graça as outras nações. Qualquer dúvida sobre esse fato foi tirada com a introdução do evangelho de Jesus Cristo, que oferece a todos o acesso a Deus por meio do seu Filho (João 3:16). Paulo incentivou o evangelista Timóteo dizendo que Deus “deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). 

“Servi ao SENHOR com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico” (verso 2). O privilégio de cantar louvores ao Senhor traz alegria ao coração do verdadeiro adorador. Davi e outros salmistas convidaram os israelitas e as outras nações a levantar suas vozes para honrar seu Criador. Cânticos fazem parte da adoração que o Senhor deseja sob a Nova Aliança (Efésios 5:19; Colossenses 3:16; Hebreus 13:15) e continuam sendo uma maneira de expressar a alegria diante de Deus (Tiago 5:13). Até os anjos e outras criaturas celestiais cantam louvores ao Criador e Redentor (Apocalipse 4:8-11; 5:8-14; Lucas 2:13-14).

“Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (verso 3). Usando dois nomes para identificar Deus, o salmista deixa bem clara a sua crença monoteísta. A palavra traduzida Deus é usada, às vezes, em um sentido mais abrangente para identificar supostos deuses ou até criaturas celestiais. Mas dizer que o SENHOR (de uma palavra conhecida como a Tetragrama, usada exclusivamente do Deus da Bíblia) é Deus é uma afirmação que o Deus adorado pelos israelitas em Jerusalém é o único verdadeiro Deus, a mensagem monoteísta que encontramos ao longo da Bíblia. O versículo apresenta, também, os dois principais motivos de adorar a Deus: ele é o Criador (foi ele quem nos fez) e Redentor (somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio). Compare Apocalipse 4:11; 5:9-13).

“Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei -lhe graças e bendizei-lhe o nome” (verso 4). As expressões aqui são paralelas, sugerindo a chegada dos adoradores ao santuário de Deus com cânticos de gratidão e louvor. Não podemos separar esses dois elementos da adoração. Louvamos o nome do Senhor com gratidão por tudo que ele tem feito por nós.

“Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração, a sua fidelidade” (verso 5). Faz perfeito sentido encerrar esse Salmo com palavras de adoração. Os primeiros quatro versos chamaram os adoradores a agirem, empregando uma série de verbos: Celebrai, Servi, Apresentai-vos, Sabei, Entrai, Rendei-lhe, Bendizei-lhe. O último verso do Salmo começa com a palavra “porque” e cita motivos para adorar: “O SENHOR é bom” (não apenas faz bem, mas é, por definição do seu caráter, bom); “a sua misericórdia dura para sempre” (a graça do Senhor é eterna); “de geração em geração, a sua fidelidade” (Deus é fiel, em todos os momentos e para todos os tempos). Deus merece louvor por causa dos atributos do seu caráter, a bondade, a misericórdia e a fidelidade.

O Deus adorado no santuário em Jerusalém 3.000 anos atrás é o mesmo Criador e Redentor que merece o nosso louvor e expressões de gratidão todos os dias. 

-por Dennis Allan


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