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Salmo 45: “O Teu Trono, ó Deus”

O autor do livro de Hebreus, no Novo Testamento, aplicou a mensagem do Salmo 45 a Jesus Cristo, o Filho de Deus (Hebreus 1:8). Enquanto alguns aspectos da linguagem do Salmo podem ser entendidos no contexto da exaltação de Davi ou Salomão, a interpretação dada no Novo Testamento nos guia a compreender a mensagem como uma profecia messiânica.

O título desse Salmo didático mostra que foi escrito por (ou talvez para) os filhos de Corá, uma família de levitas encarregada com responsabilidades no tabernáculo e, depois, no templo em Jerusalém (1 Crônicas 6:31-38; 26:1). Quando consideramos sua mensagem sobre a relação especial entre Cristo e sua noiva, o título “Cântico de amor” se torna especialmente rico. O título não nos informa da data da composição, mas uma boa possibilidade do contexto histórico seria depois da profecia de 2 Samuel 7 e 1 Crônicas 17, onde Deus prometeu estabelecer o reino eterno do descendente de Davi.

O salmista começa com a dedicação do Salmo ao Rei (verso 1) e lhe dirige palavras de louvor (versos 2 a 9). O Messias é apresentado na beleza da sua graça, eternamente abençoado por Deus (verso 2). Em linguagem parecida com a mensagem do Salmo 2 sobre a exaltação do Filho Ungido, o poder do Rei é frisado nos versos 3 a 5. Ele é um majestoso herói que leva sua espada e arco e flechas quando cavalga. Ele destrói seus inimigos, e os povos se submetem a ele.

O coração do Salmo se encontra nos versos citados em Hebreus 1 para mostrar a superioridade de Jesus a todas as suas criaturas: “O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos seus companheiros” (versos 6 e 7). Observamos, aqui, alguns fatos importantes sobre Jesus: (1) Sua divindade. O uso desse trecho no argumento de Hebreus 1 é uma clara afirmação da divindade de Jesus, uma das doutrinas fundamentais das Escrituras. (2) A natureza eterna do seu reino, em contraste com os reinos humanos. O reino de Jesus não é carnal nem temporal. Ele reina para sempre. (3) Jesus exerce autoridade, representado pelo cetro. O cetro ou vara do rei representa a autoridade da tribo de Judá (Gênesis 49:10) e, especificamente, o domínio do Messias para subjugar todos os povos (Salmo 2:9). (4) O reino de Cristo é construído sobre a base da justiça. Ele é imparcial, julgando as pessoas por seus atos, e não por sua posição social (Atos 10:34-35). (5) Jesus é o Ungido, escolhido por Deus para ser o Rei. A palavra “ungido” traduz as palavras Messias (baseada no hebraico do Antigo Testamento) e Cristo (do grego do Novo Testamento). (6) Jesus foi exaltado pelo Pai acima de todos. No Novo Testamento, aprendemos que Jesus recebeu um nome superior a todos os outros (Filipenses 2:9). Ele ocupa uma posição de primazia sobre todas as coisas (Colossenses 1:18), com autoridade absoluta sobre os céus e a terra (Mateus 28:18). Deus o fez Senhor e Cristo (Atos 2:36).

O hino continua com a descrição de uma festa honrando o Rei e sua rainha (versos 8 e 9). A figura da noiva do Senhor é usada no Antigo Testamento para identificar o povo de Israel, e no Novo Testamento para descrever a relação especial que Jesus tem com sua igreja. Depois de introduzir essa rainha, o resto do Salmo (versos 10 a 17) focaliza suas características, mostrando o que Deus deseja do seu povo. A rainha esquece seu povo e seu pai, renunciando a vida que vivia no pecado antes de ser santificada pelo Senhor (Efésios 5:25-27). Sua beleza, que vem de Jesus, a deixa desejável diante do seu marido. É interessante observar esse conceito nas Escrituras. Israel adquiriu sua beleza de Deus, mas depois foi infiel e o traiu (Ezequiel 16). Paulo mostrou sua preocupação com a noiva de Cristo, frisando a importância de manter sua santidade e pureza para entrar em uma relação eterna com seu marido: “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (2 Coríntios 11:2). Os últimos dois capítulos do livro do Apocalipse levam esta imagem da noiva de Cristo para a cerimônia do casamento e a alegria eterna na presença do marido divino.

Salmo 45 é um rico exemplo da exaltação profética de Jesus Cristo. Centenas de anos antes da sua encarnação, Jesus foi adorado em Jerusalém.

-por Dennis Allan


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