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Salmo 58: “Alegrar-se-á o Justo Quando Vir a Vingança”

Os Salmos imprecatórios, aqueles que pedem a vingança divina contra os injustos, são os mais difíceis de compreender, especialmente quando olhamos do contexto do ensinamento do Novo Testamento. É difícil imaginar um grupo de cristãos louvando a Deus e pedindo para ele quebrar os dentes dos ímpios, ou falando do prazer de banhar os pés no sangue do ímpio. Mas Davi, um homem inegavelmente espiritual nos seus pensamentos, pediu para os israelitas cantar versos desse tipo em Jerusalém. Salmo 58 oferece um desafio para alinhar nossos pensamentos com a vontade do Senhor.

Esse Salmo apresenta um contraste facilmente compreendido entre a injustiça humana e a justiça divina. Deve dar pausa para qualquer pessoa que tenha poder de julgar, pois sua mensagem reforça o ensinamento de Deus encontrado em todas as partes da Bíblia. Julgamento sempre deve ser justo e imparcial. Quem distorce a justiça, por qualquer motivo, se posiciona contra o Santo e Justo Deus que vê tudo e que julgará todos.

Os primeiros cinco versos condenam os homens que pervertem a justiça.

Davi começa com duas perguntas dirigidas a esses juízes: “Falais verdadeiramente justiça, ó juízes? Julgais com retidão os filhos dos homens?” (verso 1). A História está cheia de exemplos de julgamentos injustos. Jesus disse: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça” (João 7:24). Julgamentos preconceituosos, baseados na cor da pele ou na posição socioeconômica das pessoas, violam a santidade de Deus. Ele não julga conforme essas diferenças, e sim pelos atos da pessoa (Atos 10:34-35). Veremos mais sobre a justiça divina na segunda parte do Salmo.

Tratando da injustiça humana, Davi censura fortemente os governantes corruptos que pervertiam a justiça. Ele responde às perguntas do primeiro verso com a descrição do procedimento dos juízes: “Longe disso; antes, no íntimo engendrais iniquidades e distribuís na terra a violência das vossas mãos. Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras” (versos 2 e 3). Para completar a condenação desses juízes podres, Davi os compara a uma serpente: “Têm peçonha semelhante à peçonha da serpente; são como a víbora surda, que tapa os ouvidos, para não ouvir a voz dos encantadores, do mais fascinante em encantamentos” (versos 4 e 5). Os juízes, como algumas serpentes, injetam veneno nas suas vítimas e são surdos quando as evidências são apresentadas para mostrar a verdade.

Em contraste, a justiça divina e imparcial e decisiva. Davi confia em Deus para acertar as contas com esses ímpios. A linguagem dele é forte, mostrando sua raiva contra aqueles que não respeitam os princípios do Senhor no seu tratamento dos outros. “Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos leõezinhos” (verso 6). Davi vê o castigo merecido em termos de dor, sofrimento e fome, pedindo para Deus quebrar os dentes e deixar os predadores sem presa. Sabendo que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23), ele pede o fim desses corruptos: “Desapareçam como águas que se escoam; ao disparem flechas, fiquem elas embotadas. Sejam como a lesma, que passa diluindo-se; como o aborto de mulher, não vejam nunca o sol. Como espinheiros, antes que vossas panelas sintam deles o calor, tanto os verdes como os que estão em brasa serão arrebatados como por um redemoinho” (versos 7 a 9). É importante perceber que Davi não busca sua própria vingança. Ele apenas pede a justiça divina contra pessoas que demonstram desrespeito total para com a vontade de Deus. Mil anos depois, o apóstolo Paulo escreveu: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12:19).

A confiança na justiça de Deus foi motivo de alegria para Davi: “Alegrar-se-á o justo quando vir a vingança; banhará os pés no sangue do ímpio. Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na terra” (versos 10-11). Davi entendeu o que nós facilmente esquecemos. A justiça sempre tem dois lados. Não é possível proteger e salvar o justo sem condenar e castigar o ímpio. Deus é o justo juiz que faz essa distinção necessária.

-por Dennis Allan


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