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Salmo 51: Lava-me Completamente da Minha Iniquidade

Saul, o primeiro rei de Israel, apresentou o perfil que o povo desejou no seu líder, mas foi uma grande decepção. Deus disse que escolheria como sucessor de Saul um homem que lhe agradaria (1 Samuel 13:13-14). O homem que Deus designou surpreendeu o povo e sua própria família, pois não teve a aparência de um grande rei e guerreiro. Deus, porém, avaliou o coração e não a estatura de Davi, e disse que esse filho de Jessé era “homem segundo o meu coração, que fará toda a minha vontade” (Atos 13:22).

Mas, Davi foi um dos homens mais imperfeitos que já viveu. Cometeu vários erros graves que levaram à morte de dezenas de milhares dos cidadãos de Israel. Um dos pecados mais notáveis desse homem foi seu caso com a vizinha que levou ao homicídio do marido dela quando sua tentativa de ocultar o adultério foi frustrada. Davi violou o pacto do casamento e, pior ainda, a aliança com o próprio Senhor. Ele desrespeitou, pelo menos, três dos principais Dez Mandamentos que Deus havia revelado ao povo de Israel (Êxodo 20:13,14,17).

O que ainda distinguiu Davi do seu predecessor foi seu comportamento depois de ser confrontado com seu pecado. Deus mandou o profeta Natã para repreender Davi, e este admitiu seus crimes sem oferecer nenhum argumento para explicar seus atos: “Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR” (2 Samuel 12:13). Em circunstâncias paralelas, Saul tentou justificar seus erros e se preocupou com sua imagem diante do povo (1 Samuel 13:11-12; 15:20-21,30). Davi simplesmente admitiu seu pecado e deixou com Deus a decisão sobre seu castigo.

Salmo 51, um dos hinos mais profundos já compostos, revela o coração de Davi depois de admitir suas transgressões. O Salmo começa com um apelo ao Senhor por perdão (versos 1 e 2), seguido pela confissão de culpa do rei de Israel diante do justo Deus (versos 3 a 6).

O desejo mais urgente de Davi nesse Salmo é a restauração da sua comunhão com Deus. Afastado do Senhor por causa do seu pecado, ele estava espiritualmente morto. Mais do que qualquer coisa, Davi queria voltar à intimidade com seu Criador. Ele implora ao Senhor, pedindo a purificação que permite a volta à alegria de andar na presença de Deus (versos 7 a 12). Esses versos contêm algumas das mais ricas passagens das Escrituras. Primeiro, Davi comunica novamente seu desejo de ser perdoado: “Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades” (verso 9). Mas, ele sabe que o perdão precisa ser acompanhado pela renovação do coração, a restauração do seu amor e sua vontade de agradar ao Senhor: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável” (verso 10). Davi, sendo perdoado e voltando a viver conforme a vontade de Deus, voltaria à comunhão com seu Senhor: “Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário” (versos 11-12).

Não foi apenas por benefício próprio que Davi ansiava voltar a andar com Deus. Ele desejava servir ao Senhor e servir aos outros homens. Sua boca seria usada para glorificar o nome do Senhor: “Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores” (verso 15). Quanto aos homens, Davi escreveu sobre seus planos de proclamar a palavra de Deus: “Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti” (verso 13).

Davi viveu sob a lei do Antigo Testamento, na qual Deus exigia sacrifícios de animais quando os homens pecavam. Esse rei de Israel, porém, compreendeu a mensagem espiritual mais profunda por trás dos sacrifícios: “Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (versos 16 e 17).

O exemplo de Davi nos lembra de fatos importantes: (1) Mesmo pessoas que procuram agradar ao Senhor tropeçam; (2) Deus está disposto a perdoar o pecador arrependido; (3) A comunhão com Deus vale tudo; (4) Não devemos buscar essa comunhão apenas por benefício próprio; (5) Devemos nos dedicar à honra e glória do Senhor; (6) Nossas bocas devem ser usadas para proclamar a mensagem da salvação aos outros. Que possamos aproveitar as lições da vida do rei Davi.

-por Dennis Allan


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