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Salmo 7: Deus é o Meu Escudo

Conforme as informações no cabeçalho do Salmo 7, Davi escreveu esse hino por causa das palavras de Cuxe, da tribo de Benjamim. Apesar de encontrar informações em outros livros da Bíblia sobre todos os períodos da vida de Davi, não temos registro das palavras de Cuxe. Uma possibilidade é que Cuxe seja outro nome de Simei, um homem da tribo de Benjamim que amaldiçoou Davi quando o rei abandonou Jerusalém para evitar um confronto com seu filho rebelde, Absalão, na cidade populosa (2 Samuel 16:5-14). Mesmo sem ter certeza do contexto histórico desse Salmo, sua mensagem oferece conforto a todos que confiam no Senhor diante de perseguição. Nós, como Davi, podemos achar proteção em Deus, que é o escudo dos justos.

Davi inicia o hino com um pedido ao Senhor: “SENHOR, Deus meu, em ti me refugio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me; para que ninguém, como leão, me arrebate, despedaçando-me, não havendo quem me livre” (versos 1 e 2). Mesmo sabendo que muitos guerreiros leais dariam suas vidas para protege-lo, Davi olhou para Deus para livramento.

Os próximos versos apresentam uma afirmação de inocência como fundamento da súplica do rei (versos 3 a 5). Em um tom que nos lembra das defesas de Jó (especialmente no capítulo 31 daquele livro) e de Paulo (Atos 25:11), Davi defende a sua inocência. Seu argumento é simples: Se eu sou culpado, aceito a punição. O ponto aqui não é de perfeição moral ou da ausência total de pecado da sua vida, pois sabemos que Davi cometeu graves pecados e reconheceu seus erros. Mas no contexto das perseguições que Davi sofria nesse momento, ele estava com a consciência limpa. As acusações eram falsas, e Davi não fugia do julgamento de Deus.

Confiante que Deus o julgaria inocente, Davi parte para o outro lado da questão: o julgamento dos seus adversários (versos 6 a 11). A fúria dos inimigos de Davi seria fraca e ineficaz diante da grandeza do Senhor. Quando Deus, que reina sobre todos os povos, determinar a inocência de Davi e a culpa dos seus acusadores, a distinção seria completa e clara para ambos os lados. Davi confiou em Deus para reconhecer sua integridade e ver a culpa dos ímpios que o perseguiam. O julgamento sempre envolve os dois lados. Não é possível defender os justos sem condenar os malfeitores. Deus é justo, e sempre vê perfeitamente os dois lados: “Cesse a malícia dos ímpios, mas estabelece tu o justo; pois sondas a mente e o coração, ó justo Deus. Deus é o meu escudo; ele salva os retos de coração. Deus é justo juiz, Deus que sente indignação todos os dias” (versos 9-11).

Mesmo quando ele pensa no julgamento dos seus adversários, Davi se lembra da misericórdia de Deus e da possibilidade de o malfeitor evitar a condenação: “Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada” (verso 12). Davi viu a esperança da conversão dos seus adversários porque ele mesmo precisou e encontrou a graça do Senhor. Se esse Salmo foi, de fato, composto durante a rebelião de Absalão, foi alguns anos depois do pecado de Davi com Bate-Seba. Ele não negou aos outros o que ele mesmo usufruiu: a misericórdia de Deus. Sabemos que, no conflito contra Absalão, Davi jamais queria a morte do seu filho, e chorou amargamente quando isso aconteceu (2 Samuel 18:31-33).

Mas, se não houvesse a conversão, o destino seria triste (versos 12 a 16). Deus utiliza seu arsenal contra os adversários. Davi conhecia bem as armas de guerra, e fala aqui desses instrumentos nas mãos de Deus. O Senhor tem, à sua disposição, vários instrumentos de morte: a espada, o arco com flechas inflamadas etc. Os condenados não chegaram às profundezas da maldade nem ao castigo de uma vez. O processo demorado é comparado ao parto: “Eis que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira” (verso 14). Ele cai na cilada que armou para os outros (versos 15-16; compare Provérbios 26:27). Esse é o destino daqueles que se rebelam contra o Senhor.

Depois do julgamento de Deus, separando Davi dos seus adversários, o rei de Israel continuaria de pé: “Eu, porém, renderei graças ao SENHOR, segundo a sua justiça, e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo” (verso 17). O destino de Davi é compartilhado por todos os justos que confiam em Deus, o perfeito e santo juiz.

-por Dennis Allan


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