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Salmo 64: A Própria Língua se Voltará Contra Eles

“Ouve, ó Deus, a minha voz nas minhas perplexidades, preserva-me a vida do terror do inimigo”. O primeiro verso do Salmo 64 segue o mesmo estilo de vários outros Salmos escritos por Davi em períodos de perseguição e conflito. O que observamos de diferença nesse Salmo, porém, é sua ênfase nos pensamentos do coração dos adversários. Nos primeiros seis versos, ele descreve os pensamentos perversos dos seus inimigos antes de falar, nos últimos quatro, da derrota deles pelo poder do Senhor. Como é o caso de muitos dos Salmos de Davi, esse foi endereçado ao mestre de canto em Israel para assumir seu lugar nos louvores do povo.

“Esconde-me da conspiração dos malfeitores e do tumulto dos que praticam a iniquidade, os quais afiam a língua como espada e apontam, quais flechas, palavras amargas, para, às ocultas, atingirem o íntegro; contra ele disparam repentinamente e não temem” (versos 2 a 4). Davi procura proteção das táticas dos seus inimigos. Malfeitores tipicamente conspiram, procurando a ajuda de outros nos seus planos para derrubar suas vítimas. Seja uma quadrilha de bandidos nas nossas ruas hoje, ou os inimigos políticos que desejavam o trono de Davi, ataques coordenados são comuns. Enquanto os servos do Senhor agem com propósitos alinhados com as ordens de Deus, seus inimigos procuram criar tumultos e confusão. Tal confusão foi evidente na revolta de Absalão contra Davi, e nos tumultos no Novo Testamento contra Jesus e seus seguidores. Os perversos não precisam de esforços em conjunto para construir, pois seu objetivo é a destruição.

Desde o primeiro ataque contra seres humanos por um malfeitor, a arma mais perigosa sempre foi a língua. Davi comparou esse membro destrutivo à espada e às flechas do assassino que se esconde esperando sua oportunidade de atingir seu alvo. Disparam suas palavras sem nenhuma preocupação pela verdade, pois não temem a ninguém. Até para as pessoas que desejam fazer o bem, o controle da língua exige muito esforço (Tiago 3:1-12). Quando empregada pelo ímpio para fazer mal, a língua se torna extremamente perigosa.

“Teimam no mau propósito; falam em secretamente armar ciladas; dizem: Quem nos verá? Projetam iniquidade, inquirem tudo o que se pode excogitar; é um abismo o pensamento e o coração de cada um deles” (versos 5 e 6). Os adversários dos justos não temem (verso 4), mas teimam (verso 5). Persistem em tramar a destruição dos íntegros. Agem com impunidade, acreditando que ninguém trará castigo. Não medem esforços para alcançar seus objetivos diabólicos. As suas intenções são escondidas no fundo do seu coração mau. Podem lisonjear com palavras suaves enquanto planejam como derrubar suas vítimas.

Esses primeiros versos do Salmo focalizam os pensamentos e estratégias dos maus, mas o resto do Salmo fala da justiça de Deus em castigar esses ímpios e salvar os fiéis. Até hoje, é comum ouvir alguém dizer: “Não confio na justiça dos homens, mas acredito na justiça divina”. Davi mostrou a mesma confiança em Deus.

“Mas Deus desfere contra eles uma seta; de súbito, se acharão feridos. Dessarte, serão levados a tropeçar; a própria língua se voltará contra eles; todos os que os veem meneiam a cabeça” (versos 7 e 8). Enquanto os ímpios tramavam ocultamente, Deus anuncia abertamente seus planos de derrubá-los. O castigo seria repentino, e o instrumento usado seria a próprio maldade desses rebeldes. Um dos problemas com mentiras, falsas acusações e outras formas de maledicência é que o agressor se torna vítima da sua própria maldade.

“E todos os homens temerão, e anunciarão as obras de Deus, e entenderão o que ele faz. O justo se alegra no SENHOR e nele confia; os de reto coração, todos se gloriam” (versos 9 e 10). Quando Deus castiga os perversos, ele dá livramento aos perseguidos. A justiça divina sempre tem dois lados, e Deus demonstra sua sabedoria em separar os bons dos maus. No final das contas, os homens reconhecem a justiça de Deus, e ele recebe seu devido louvor.

Não é possível confiar totalmente na justiça dos homens, mas podemos confiar em Deus!

- por Dennis Allan


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