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Salmo 18: Pois Quem é Deus, Senão o SENHOR?

Quando procuramos determinar o contexto histórico dos vários Salmos, um dos mais fáceis de posicionar é o Salmo 18. Além do cabeçalho que identifica a ocasião da composição, encontramos o mesmo comentário e uma versão desse Salmo registrados no relato histórico de 2 Samuel 22. Davi escreveu esse hino depois de vencer os seus inimigos, reconhecendo o poder de Deus em livrá-lo dos adversários que não respeitavam o rei ungido por Deus, e nem o próprio Senhor. Nas suas palavras de introdução, Davi não refere à sua posição como rei, e sim, se descreve como “servo do SENHOR”. Faríamos melhor, especialmente no âmbito religioso, se tivéssemos menos ênfase em cargos e títulos e mais foco na nossa subordinação ao Senhor. Não precisamos de grandes homens de Deus, e sim de homens que servem ao grande Deus.

O Salmo inicia com uma declaração de intento e motivo em adoração ao Senhor (versos 1 a 3). Davi declara seu amor para com Deus e sua dependência como um homem que encontra refúgio no Senhor, descrevendo Deus com adjetivos que demonstram sua força a capacidade de proteger: rocha, cidadela, libertador, rochedo, escudo e baluarte. O salmista invoca o Senhor porque este é digno de louvor.

Davi continua seu hino com um relatório dos feitos de Deus em libertá-lo dos seus adversários (versos 4 a 19). Na leitura dessa parte do Salmo, percebemos o contraste entre a circunstância de Davi na sua angústia e a posição de Deus. Davi se afogava nas águas (verso 16), cercado pelos laços de morte (verso 4) e cingido por cadeias infernais (verso 5). Deus, porém, estava no seu templo (verso 6), acima das nuvens (versos 9 a 13). Esse contraste é interlaçado com a história do livramento. Davi gritou das profundezas da sua angústia, e Deus ouviu do seu templo (verso 6). O Senhor, do alto, estendeu a mão para tirar Davi das águas e levá-lo para um lugar espaçoso (versos 16-19). Quando Davi fala da voz de Deus como trovões e de um querubim cavalgando nas asas do vento, ele demonstra sua confiança na ação de Deus na esfera espiritual, afetando seus fiéis no mundo visível. É fácil ignorar ou até negar o que não vemos, mas a leitura das Escrituras, tanto do Antigo como do Novo Testamento, deixa clara a participação de seres espirituais nas batalhas dos servos de Deus (alguns exemplos: Êxodo 15:1-18; 2 Reis 6:15-19; 19:35-37; Daniel 10:10-21; Efésios 6:10-20). Esses ensinamentos servem como base para as orações dos fiéis, pois confiam no poder de Deus e do seu exército!

Davi entendeu uma distinção fundamental entre os servos humildes e fiéis (Davi se considerava um destes) e os perversos e arrogantes (incluindo seus adversários). Nos versos 20 a 30, ele defende sua própria integridade como motivo de manter a comunhão com Deus e achar refúgio nele. Ao mesmo tempo, ele destaca o tratamento diferenciado que Deus dá aos homens: “Para com o benigno, benigno te mostras; com o íntegro, também íntegro. Com o puro, puro te mostras; com o perverso, inflexível. Porque tu salvas o povo humilde, mas os olhos altivos, tu os abates” (versos 25-27).

Davi não deixa dúvida sobre sua fé e confiança em Deus. Embora fosse conhecido por sua proeza militar, ele não se gaba de grandes feitos como guerreiro. Ele entendeu que as vitórias vieram de Deus, e continuou confiando nele: “Pois quem é Deus, senão o SENHOR? E quem é rochedo, senão o nosso Deus? O Deus que me revestiu de força e aperfeiçoou o meu caminho, ele deu a meus pés a ligeireza das corças e me firmou nas minhas alturas. Ele adestrou as minhas mãos para o combate...” (versos 31-34). Depois dessas palavras, Davi fala sobre suas vitórias sobre seus inimigos, resumindo fatos relatados com mais detalhes em 2 Samuel 21-23 (versos 35-42).

O resultado das conquistas que Davi conseguiu, pela graça de Deus, foi sua exaltação sobre seu povo e sobre estrangeiros (versos 43-48). Davi atribui todas as suas vitórias ao poder divino. Por isso, ele termina o cântico com o mesmo tema do início, dizendo que Deus merece o louvor: “Glorificar-te-ei, pois, entre os gentios, ó SENHOR, e cantarei louvores ao teu nome. É ele quem dá grandes vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre” (versos 49 e 50). A referência ao “seu ungido” nos lembra da mensagem messiânica do Salmo 2, e o uso desse trecho por Paulo (Romanos 15:9) reforça o sentido de ver, não somente as conquistas de Davi, mas também as vitórias que Deus deu ao Ungido, Jesus Cristo. Deus estabeleceu o reino de Jesus, descendente de Davi, para sempre!

-por Dennis Allan


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