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Salmo 13: Até Quando?

“Até quando, SENHOR? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o rosto? Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?” Com esta série de cinco perguntas, Davi começou o pequeno mas forte Salmo 13, conhecido como o Salmo “Até Quando?”

O cabeçalho do Salmo não identifica seu contexto específico na vida de Davi. Como sabemos de provações que o segundo rei de Israel enfrentou durante todas as épocas da sua vida, esse Salmo poderia descrever qualquer, ou mesmo resumir todos os momentos de angústia que ele passou. Por seu tom geral que pode incluir vários motivos de tribulação, esse hino toca os corações de pessoas que sofrem pelos mais variados motivos. Quando consideramos toda a mensagem do cântico, e não apenas as perguntas de frustração do início, achamos aqui uma fonte de conforto para os dias mais difíceis das nossas vidas.

Esse hino naturalmente se divide em três partes: Questionamento (versos 1 e 2), Apelo (versos 3 e 4) e Louvor (versos 5 e 6). Aprendemos lições importantes de cada parte, observando o progresso no pensamento desse servo de Deus.

Questionamento (versos 1 e 2). A parte do questionamento consiste das cinco perguntas citadas no início deste texto. Encontramos perguntas desse tipo várias vezes nas Escrituras. Quando feitas por pessoas sinceras que respeitam o Senhor, servem uma função boa e importante. Não há problema em tentar entender o que Deus faz, ou não faz. O problema vem quando rejeitamos as respostas reveladas ou não aceitamos o direito divino de não responder às nossas dúvidas.

Nas perguntas de Davi, há uma mensagem implícita sobre sua fé. Ele não duvida a existência de Deus, e não questiona o poder do Senhor para atender às suas orações e protegê-lo dos seus adversários. Ele nem desafia a decisão divina de permitir seu sofrimento. Ele apenas pergunta quando, desejando uma palavra de alívio dizendo que verá a luz no fim do túnel.

Apelo (versos 3 e 4). Davi passa das perguntas para as súplicas: “Atenta para mim, responde-me, SENHOR, Deus meu! Ilumina-me os olhos, para que eu não durma o sono da morte; para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar.” Novamente, é impressionante observar a estabilidade da fé de Davi, mesmo no meio dos tumultos. Ele valoriza seu relacionamento com Deus (SENHOR, Deus meu!). Não atribui nenhuma culpa a Deus e não sugere que o Criador tenha falhado em alguma coisa. Pelo contrário, é Davi, a criatura, que deseja entender, que precisa ser iluminado por uma resposta divina. O perigo que ele encara, se não ver a luz que vem de Deus, é de se mergulhar na dúvida, desânimo e tristeza e dormir o sono da morte. Se ele fosse assim derrotado, seu inimigo teria o prazer de ver sua queda.

É normal passar por momentos de frustração e tristeza. Mas o servo do Senhor procura consolo na sua confiança em Deus para não se afogar nessas emoções e ser vencido por desânimo e depressão. Quando as circunstâncias da vida nos desanimam, devemos buscar uma comunhão mais próxima com Deus e com outras pessoas que servem ao Senhor. Um dos motivos que as Escrituras ensinam os cristãos a se reunirem é para evitar o vacilo na fé, aproveitando as oportunidades para a edificação mútua (Hebreus 10:23-25; 12:12-13; Efésios 4:15-16).

Louvor (versos 5 e 6). Davi passou por momentos dificílimos, mas sempre achou força no Senhor. Não podia ser diferente nesse cântico. Ele encerra a mensagem com palavras de adoração ao Senhor: “No tocante a mim, confio na tua graça; regozije-se o meu coração na tua salvação. Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.” Quantas vezes somos culpados de pedir a Deus algum alívio e, depois, de nos esquecer de agradecer e louvá-lo, independente da resposta? Davi não cometeu esse erro. Até antes de receber uma resposta às suas petições, ele confirmou sua confiança na bondade de Deus e ofereceu seu louvor. A motivação da nossa adoração não deve ser egocêntrica. Ele não merece louvor apenas por ter feito alguma coisa ou outra para mim. Ele merece louvor por que ele é o eterno Criador que reina sobre todos!

-por Dennis Allan


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