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Salmo 8: Quão Magnífico é o Teu Nome!

Salmo 8, um hino de louvor composto pelo rei Davi, apresenta um contraste importante entre Deus, o Criador, e o homem, uma criatura de destaque. Como veremos, esse Salmo é citado no Novo Testamento para ensinar sobre a salvação oferecida por meio de Jesus Cristo.

Davi inicia esse cântico com louvor para Deus por causa da sua grandeza e poder: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres emudecer o inimigo e o vingador”(versos 1 e 2).

Esse primeiro verso ajuda a entender um fato importante nas Escrituras. Embora a Bíblia use vários nomes para identificar Deus, a importância não está na soletração ou pronúncia do nome (o foco incorreto de algumas seitas religiosas atuais), mas no caráter do próprio Senhor. O nome magnífico é demonstrado na majestade exposta nos céus. É o que Deus faz, o que ele é, que é bom, magnífico, exaltado e digno de louvor, não a soletração de uma palavra.

Deus é tão grande e poderoso que pode usar a palavra falada por uma criança para derrubar seus adversários. Enquanto os homens confiam na sua força e na eficácia das suas armas, o poder de Deus se manifesta na sua palavra, mesmo quando falada por crianças. Jesus citou esse verso quando os poderosos o rejeitaram, mas as crianças o louvaram (Mateus 21:15-16).

Diante da grandeza do universo que Deus criou, o homem percebe sua pequenez e insignificância: “Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?”(versos 3 e 4). Desde a antiguidade, os homens olhavam para as estrelas e admiravam sua majestade. Com avanços modernos, astrônomos reconhecem que o universo vai além da capacidade humana de medir ou calcular, e que algumas estrelas são tão grandes que desafiam a imaginação. Alguns cientistas continuam negando a existência de Deus, mas não questionam a insignificância do homem!

É precisamente neste ponto que a mensagem das Escrituras diverge completamente da perspectiva ateia. O homem pode ser pequeno, mas Deus se importa com ele! “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste; ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares”(versos 5 a 8). O homem é inferior a Deus e inferior aos anjos (a leitura da versão grega e da citação desse trecho em Hebreus 2:6-7), porém foi honrado por Deus e recebeu dele domínio sobre todas as outras criaturas no mundo. Não há manifestação maior dessa preocupação divina com os seres humanos do que a humilhação de Jesus Cristo para nos salvar, a tese defendida quando o autor de Hebreus cita esse Salmo. Ele comenta: “Agora, porém, ainda não vemos todas as coisas a ele sujeitas; vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sidofeito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hebreus 2:8-9).

Salmo 8 frisa a infinita diferença entre Deus e o homem, citando principalmente as evidências da natureza que mostram a grandeza do Criador e a insignificância do homem que ele criou. Mas como entendemos pelo uso desse Salmo no Novo Testamento, a separação mais importante é o abismo espiritual causado pelos nossos pecados. Jesus Cristo é o único capaz de reconciliar os pecadores com seu Santo Criador. Para conseguir essa reconciliação, ele mesmo se tornou inferior aos anjos por um tempo, assumindo a forma humana para viver e morrer como homem. Foi seu sacrifício, o homem perfeito que não mereceu a morte morrendo no lugar dos homens pecadores condenados, que abriu o acesso para nossa comunhão com Deus.

Diante desta mensagem salvadora das Escrituras, devemos nos ajoelhar e participar do coro cantado por Davi: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!” (versos 1 e 9). Não merecemos a graça que Deus oferece, mas ele merece a nossa adoração.

-por Dennis Allan


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