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O Sexo depois do Éden

A inocência do primeiro casal no paraíso do Jardim do Éden acabou quando desobedeceram a única proibição que Deus lhes havia dado. Vale lembrar, porém, que o erro no Jardim não tinha nada a ver com o sexo, que até hoje ocupa um lugar importante no plano de Deus para os seres humanos.

O que mudou quando Adão e Eva pecaram contra Deus? Quando eles comeram o fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal, perderam sua inocência e passaram a perceber a existência do mal: “Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si” (Gênesis 3:7). Da mesma forma que uma criança cresce e desenvolve um senso de vergonha, Adão e Eva não ficaram à vontade andando no Jardim pelados. Perceberam a necessidade de roupas para cobrir a sua nudez e tentaram solucionar o problema. Fizeram roupinhas para cobrir as partes íntimas dos corpos, talvez algo parecido com as roupas de banho comuns nas praias nos dias de hoje.

Quando continuamos lendo a Bíblia, fica evidente que o problema não foi a nudez do casal em si: não teria problema na intimidade e nudez do marido e sua própria mulher. Já existia um aspecto social que envolvia outras pessoas, pois o versículo seguinte diz que Deus andava no jardim. E, futuramente, teriam filhos e netos, e não seria normal andar nus na presença dessas outras pessoas. O sexo, inclusive a nudez de homem e mulher, teria seu lugar especial na união ordenada por Deus no casamento, mas não seria algo público, compartilhado com outras pessoas.

Mesmo com as roupinhas que fizeram, Adão e Eva ainda se sentiram envergonhados por estarem nus (Gênesis 3:10). Deus ajudou com esse problema quando fez roupas mais adequadas: “Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu” (Gênesis 3:21). A palavra hebraica traduzida aqui significa uma túnica, uma roupa comprida que cai ao redor do corpo. Deus fez roupas para cobrir os corpos de Adão e Eva. Quando andavam na presença de outras pessoas, a aparência dos seus corpos seria um mistério coberto pelas roupas. Assim, Deus já ensinou sobre a importância da privacidade e decência quando se trata do corpo humano.

Se, mesmo depois do pecado no Éden, todos tivessem respeitado os ensinamentos de Deus, o sexo ainda teria mantido seu lugar como algo consagrado, especial e até misterioso. Jovens cresceriam praticamente sem noção do corpo do sexo oposto. O casamento traria uma experiência prazerosa de descoberta exclusiva para marido e mulher. O padrão de beleza seria sua própria mulher ou seu próprio marido, pois não teriam conhecimento de outros corpos para comparação. Como não teriam nenhuma experiência sexual antes de casar, não haveria decepções e comparações com outros parceiros. Nem homem nem mulher teria imagens mentais, fantasias ou expectativas além do prazer encontrado nesse relacionamento especial do casamento.

Em um mundo ideal, o sexo teria seu devido lugar: parte integral de uma relação tão especial que a única comparação digna na Bíblia seria com a intimidade entre o Senhor e sua igreja.

Infelizmente, percebemos outra realidade. Abandonando sua reverência para com Deus e seu plano, homens e mulheres tem pervertido, explorado, vendido e banalizado o presente que Deus nos deu. Os seres humanos se mergulharam no pecado, e uma das consequências foi tirar o sexo do seu lugar consagrado, o tratando como algo de pouca importância. Conforme essa mentalidade profana, as instruções do Criador perderam seu valor e as criaturas afirmaram sua liberdade de provocar, perverter e satisfazer seus desejos sexuais sem restrições.

Quem perde são as mesmas pessoas que supostamente exercem suas liberdades! Mesmo em um mundo devasso, os seres humanos não conseguem tratar o sexo como insignificante. Um ato sexual, seja no casamento ou em algum encontro entre solteiros, muda as vidas das pessoas envolvidas. A traição sexual continua sendo uma das ofensas mais graves e de maior consequência nos relacionamentos amorosos. A noção de sexo sem compromisso e sem consequências não passa de uma mentira que engana alguns incautos por pouco tempo. Mas, quando cai a ficha, a pessoa enganada reconhece a realidade.

Não importa quanto as pessoas procuram negar os fatos. O sexo é importante e tem significado!

-por Dennis Allan


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