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Salmo 86: Compadece-te de Mim, ó Senhor

O cabeçalho do Salmo 86 identifica Davi como autor, sem dar informações sobre seu contexto histórico. Enquanto esse hino contém elementos encontrados nos poemas que Davi escreveu em momentos de perseguições intensas e angústias profundas, esse Salmo parece ser um resumo tranquilo dos motivos da sua confiança no Senhor, e não um apelo urgente em uma hora de crise. Pode representar a fé que cresceu por meio das experiências cumulativas de Davi, pois este ficou cada vez mais confiante do poder e da compaixão de Deus. Ele viu, nas súplicas respondidas, motivos de gratidão e de constante adoração para com o único verdadeiro Deus.

Esse hino é dirigido totalmente a Deus, e assim corretamente descrito como uma oração de Davi. Podemos dividir esse Salmo em três partes, cada uma encerrando com uma afirmação da resposta do Senhor às necessidades do salmista.

A primeira parte enfatiza a relação do servo com o Senhor, frisando a fidelidade de Deus em responder às súplicas dos seus servos (versos 1 a 7). Davi espera a resposta de Deus porque ele mantém comunhão, uma relação íntima, com ele. Ele se identifica como piedoso, uma pessoa devota e reverente diante de Deus, e como um servo que confia no Senhor (verso 2). Davi pede a atenção do Senhor porque ele ora continuamente (versos 3 e 4). Sua confiança, porém, se baseia nos atributos de Deus, por ele ser bom, compassivo, benigno e atento às orações daqueles que o invocam (versos 5 e 6). Confiante no caráter de Deus e na sua comunhão com ele, Davi conclui essa primeira parte com estas palavras: “No dia da minha angústia, clamo a ti, porque me respondes” (verso 7).

A segunda parte fala da relação de Deus com os homens em geral, focalizando o poder incomparável do Senhor (versos 8 a 13). Não há deus semelhante ao Senhor (verso 8). A referência aqui aos deuses afirma a superioridade de Deus aos ídolos, que são fabricados por mãos humanas e são totalmente impotentes (Salmo 97:7). O termo pode incluir, também, as autoridades humanas, como os reis das nações. Não precisamos nos preocupar com uma definição precisa da palavra nesse texto, pois a conclusão é a mesma. Deus é incomparável, muito superior a qualquer outro poder ou pessoa e infinitamente superior a qualquer objeto feito por mãos humanas.

Essa superioridade de Deus é vista nas suas obras e maravilhas (versos 8 e 10), principalmente, na sua criação, porque ele fez as nações, e todas elas devem adorá-lo e glorificar seu nome (verso 9). Mas o autor não fala apenas em termos gerais sobre Deus e as nações. Sua mensagem foi muito pessoal. Por reconhecer o infinito poder de Deus, Davi sempre desejava compreender a sua vontade: “Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome” (verso 11). Ele viu os atributos de Deus como motivos de constante adoração: “Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome” (verso 12). Depois desses comentários sobre a grandeza de Deus, Davi encerra essa segunda parte do Salmo com mais uma expressão da sua confiança: “Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do mais profundo poder da morte” (verso 13).

A terceira parte do Salmo considera Deus em relação aos inimigos de Davi que eram, ao mesmo tempo, inimigos do Senhor, homens que não davam importância para Deus (verso 14; veja o comentário de Davi em Salmo 139:19-22). Ele os descreve como soberbos e um bando de violentos. Nesse hino, diferente dos Salmos imprecatórios, Davi não pede o castigo dos inimigos e sim, seu próprio livramento. Ele apela ao Deus compassivo e misericordioso para salvá-lo, acreditando que seus perseguidores seriam envergonhados ao ver seu livramento pela graça divina. O Salmo encerra com mais uma afirmação da confiança de Davi na resposta de Deus: “Mostra-me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me aborrecem; pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas” (verso 17).

Da perspectiva do servo fiel, do adversário e de todas as criaturas, Deus deve ser reconhecido como o Soberano, Todo-Poderoso, Criador, Juiz e Salvador.

-por Dennis Allan


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