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Salmo 81: Celebrai o Deus de Jacó

O nome de Asafe está ligado ao louvor em Jerusalém. Os Salmos atribuídos a ele tratam especialmente da relação de Israel com Deus, focando a importância da comunhão entre o Senhor e seus servos. Pelos temas tratados nesses Salmos, alguns acreditam que Asafe escrevia como profeta sobre fatos futuros, e outros levantam a possibilidade de “Asafe” representar a família, e assim aparecer nos cabeçalhos de Salmos escritos por ele na época de Davi e Salomão e por seus descendentes ao longo dos séculos posteriores.

O Salmo 81 é geral em tom e inclui referências históricas somente às primeiras gerações da nação, fatos relatados nos livros de Êxodo até Juízes. O Salmo se divide em cinco partes principais:

A chamada à adoração (versos 1 a 5). O nome de Asafe aparece em registros da organização do louvor em Jerusalém durante o reinado de Davi, tanto na parte de cânticos quanto na parte de instrumentos musicais (1 Crônicas 6:31-47, especialmente versículo 39, e 15:16-17). Assim, ele chama os leitores a participarem da adoração, cantando louvores e tocando os instrumentos ordenados para o culto em Jerusalém. A convocação é anunciada pelo som de trombeta (verso 3; veja Números 10:1-10. Como Asafe refere-se à Lua Nova (primeiro dia do mês no calendário dos israelitas) e a Lua Cheia (dia 15 no mesmo calendário), é provável que ele tivesse em mente o sétimo mês, que incluía uma santa convocação no primeiro dia, o Dia da Expiação no décimo dia, e a Festa dos Tabernáculos do dia 15 a 22 (Levítico 23:26-44; Números 29:1-40).

O que Deus fez (versos 5 a 7). No final do verso 5, Asafe evidentemente anuncia uma mensagem que recebeu diretamente do Senhor, a mesma sendo transmitida nos versos seguintes. Deus fala da sua obra redentora de tirar os israelitas da escravidão e das obras forçadas no Egito. Meribá, que significa queixa, foi o nome dado ao local onde Deus reafirmou seu cuidado por Israel logo depois do Êxodo (Êxodo 17:1-7), e o nome do lugar onde Moisés e Arão tropeçaram por causa das reclamações do povo. Nessa citação, Deus relembra o povo da sua fidelidade diante da falta de fé de Israel. Ele foi fiel, mas o povo não foi!

O que o povo deveria fazer (versos 8 a 10). Para manter comunhão com Deus e receber as bênçãos que ele oferecia, o povo precisava servir a ele exclusivamente. Até os dias de hoje, é comum encontrar exemplos do sincretismo religioso, tentativas de mesclar vários sistemas e objetos de adoração. Muitos acreditam que o que importa é ter fé, e que o objeto da fé não tem importância. Em nenhum lugar nas Escrituras encontramos apoio para esse tipo de ecumenismo. Deus é o único verdadeiro Deus, e adoração a qualquer outra divindade é traição e rebeldia contra o Criador.

O que o povo fez de errado (versos 11 e 12). Essa descrição da desobediência de Israel poderia se enquadrar em praticamente qualquer período da sua história. No deserto, o povo foi rebelde. No tempo dos Juízes, cada um fazia a sua própria vontade, com consequências desastrosas. Saul e Davi lutaram contra a idolatria, mas Salomão introduziu religiões falsas em Jerusalém. Gerações depois, a idolatria do povo foi o principal motivo do castigo que Deus trouxe sobre os reinos de Israel e Judá.

O que Deus ainda estava disposto a fazer a favor de Israel (versos 13 a 16). Apesar da apostasia quase constante de Israel, Deus ainda amava esse povo e desejava fazer-lhe bem. Ele queria livrar a nação dos seus inimigos e exaltar seus escolhidos acima das outras nações para sempre. Ele sustentaria Israel com os melhores alimentos. Mas essas bênçãos não foram automáticas nem incondicionais. Ele repete a mesma palavra chave empregada no verso 8: se. “Ah! Se o meu povo me escutasse, se Israel andasse nos meus caminhos!” (verso 14). Nos dias de hoje, Deus nos oferece bênçãos ainda maiores, pois abriu caminho para a vida eterna na sua presença. Não vivemos sujeitos a mesma aliança que governava Israel nos dias de Asafe, mas os princípios fundamentais desse Salmo ainda se aplicam. Se adorarmos exclusivamente o único Deus, ouvindo sua palavra e andando nos seus caminhos, podemos contar com a bênção da comunhão com o Criador e Redentor que se estende dessa vida terrestre até a eternidade celestial.

O único verdadeiro Deus deseja nos salvar!

-por Dennis Allan


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