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Estudos Bíblicos

Salmo 48: Nosso Guia até à Morte

Por não citar circunstâncias nem incluir referências específicas a algum contexto histórico, Salmo 48 é um dos vários hinos nesse livro que permanecem sem atribuição definitiva de data. Sugestões abrangem um período de 500 anos, do reinado de Davi até a volta do cativeiro. A mensagem desse cântico não se limita a um momento na história, pois trata da proteção que Deus oferece aos seus servos em qualquer circunstância. Mesmo nos dias de hoje, Sião e Jerusalém celestial são figuras importantes da comunhão dos cristãos com Deus (Hebreus 12:22-24).

Quando o povo de Israel caminhava rumo à terra de Canaã, Deus revelou seu plano de identificar um lugar como o centro da religião nacional. Ele disse que colocaria seu nome nesse local, que seria sua habitação (Deuteronômio 12:5). Os servos do único verdadeiro Deus nunca imaginavam que Deus seria fisicamente limitado a uma residência feita com mãos humanas. Davi, o mesmo que projetou a construção da habitação de Deus em Jerusalém, escreveu sobre a onipresença de Deus: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também” (Salmo 139:7-8). Salomão, o rei de Israel que edificou o templo no monte Sião em Jerusalém, disse na dedicação do santuário: “Mas, de fato, habitaria Deus com os homens na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (2 Crônicas 6:18).

Mas, Deus escolheu seu “lugar” de habitação e mandou que fosse o único lugar para a realização de sacrifícios e comemoração de festas solenes. Esperou algumas gerações depois da chegada dos israelitas à Terra Prometida antes de designar Jerusalém. Davi conquistou a cidade, escolheu o local do templo e fez todos os preparos para que seu filho edificasse o templo. Durante quase 1.000 anos, este foi o local que representava a presença de Deus no meio do seu povo.

No Salmo 48, os filhos de Corá entrelaçam três temas importantes:

(1) A importância da sede religiosa em Jerusalém. Várias expressões identificam o local da habitação de Deus: “a cidade do nosso Deus” (versos 1 e 8); “a cidade do grande Rei” (verso 2); a “cidade do SENHOR dos Exércitos” (verso 8); “Sião” (versos 2,11,12); o “santo monte” (verso 2); “teu templo” (verso 9). Jerusalém é vista como uma cidade forte, com seus palácios, torres e baluartes (versos 12-13).

(2) O privilégio do povo escolhido por causa da sua comunhão com o Senhor. Israel tem o próprio Deus como seu alto refúgio (verso 3), o “SENHOR dos Exércitos” que vence e destrói seus inimigos enquanto estabelece sua cidade (versos 4 a 8). Além dessa proteção dos inimigos, Deus oferece ao seu povo a misericórdia (verso 9). A relação especial da nação com o Senhor recebe destaque no final do hino: “...este é Deus, o nosso Deus para todo o sempre; ele será nosso guia até à morte” (verso 14).

(3) A posição exaltada de Deus. “Grande é o SENHOR, e mui digno de ser louvado” (verso 1). Ele é o “SENHOR dos Exércitos”, uma expressão encontrada frequentemente no Antigo Testamento para enfatizar a capacidade de Deus de salvar e proteger os fiéis enquanto castiga e destrói todos que se rebelam contra ele. O nome de Deus é conhecido universalmente, e assim ele é louvado em todos os lugares (verso 10). O caráter dele é definido pela sua misericórdia e sua justiça (versos 9 a 11).

Esses temas foram importantes para o povo de Israel no Antigo Testamento, mas não se limitam àquela época, nem aos descendentes carnais de Abraão. Jesus ensinou que a adoração dos seus seguidores não seria limitada a um local geográfico (João 4:19-24). A habitação de Deus não é um edifício magnífico em Jerusalém, e sim o coração de cada pessoa que demonstra seu amor na obediência a ele: “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). Paulo frisou o mesmo fato quando escreveu: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19-20). Cristãos, como Israel espiritual, têm o privilégio da comunhão com o Deus justo e misericordioso!

-por Dennis Allan


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