Estudos Bíblicos

Jesus Não Respondeu à Pergunta

O evangelho de Lucas relata a conversa de um perito na Lei do Antigo Testamento e Jesus Cristo:

E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o objetivo de pôr Jesus à prova e lhe perguntou: — Mestre, que farei para herdar a vida eterna?

Então Jesus lhe perguntou: — O que está escrito na Lei? Como você a entende?

A isto ele respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, com todas as suas forças e todo o seu entendimento.” E: “Ame o seu próximo como você ama a si mesmo.”

Então Jesus lhe disse: — Você respondeu corretamente.

Faça isto e você viverá. Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: — Quem é o meu próximo? (Lucas 10:25-29)

A segunda pergunta do homem (Quem é o meu próximo?) foi o motivo de Jesus contar a parábola do Bom Samaritano. Naquela bem conhecida história, Jesus falou de um homem, vítima de um assalto brutal, deixado para morrer em uma estrada perigosa. Três outros viajantes, sucessivamente, chegaram ao local. Os primeiros dois eram religiosos respeitados que não se envolveram para ajudar o homem. O terceiro, um Samaritano, parou e ajudou o homem, arriscando sua vida e sacrificando seu tempo e dinheiro para salvar a vida de um estranho. Os Samaritanos eram vistos pelos judeus da época como pessoas inferiores. A expressão “bom samaritano” seria, para eles, uma contradição.

Depois de contar a parábola, Jesus perguntou: — Qual destes três lhe parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos ladrões?

O intérprete da Lei respondeu: — O que usou de misericórdia para com ele.

Então Jesus lhe disse: — Vá e faça o mesmo. (Lucas 10:36-37)

O homem acertou a resposta, reconhecendo o samaritano como o verdadeiro próximo.

Jesus não respondeu à pergunta. O homem queria definir o tipo de pessoa que seria um próximo merecedor de amor. Ele olhava para as características dos outros e tentava limitar sua responsabilidade de amar. A parábola de Jesus serviu para inverter a pergunta. Ele não revelou qualidades para saber quem merece ajuda, pois o foco era outro. Ele ensinou que nós devemos ser o próximo.

Não devemos discriminar ou desprezar outros por causa da sua etnicidade, situação socioeconômica ou outras características fora do seu controle. Devemos estender a mão às pessoas que precisam de ajuda.

Não precisamos identificar os nossos próximos. Precisamos agir como verdadeiros próximos, dispostos a ajudar as pessoas que precisam da ajuda.

-por Dennis Allan

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