Estudos Bíblicos

Sermão do Monte (5)

Os Pobres Abençoados

Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3).

Com estas palavras, o Rei Jesus começou sua descrição dos cidadãos que fariam parte do seu Reino eterno. Enquanto os arrogantes líderes das nações humanas se preocupam em demonstrar seu poder, Jesus abre a porta ao seu Reino para os humildes.

É comum usar as palavras pobre e humilde para falar de pessoas com poucos recursos financeiros. De fato, pessoas materialmente ricas e poderosas enfrentam grandes tentações que podem criar empecilhos para sua entrada no Reino de Cristo. O apóstolo Paulo escreveu: “Não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento” (1 Coríntios 1:26). Em contraste evidente aos apelos dos pregadores da teologia da prosperidade, ele disse: “Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos insensatos e nocivos, que levam as pessoas a se afundar na ruína e na perdição” (1 Timóteo 6:9).

A busca das riquezas é perigosíssima, mas Jesus não garantiu lugar no seu Reino para todas as pessoas materialmente pobres. Ele falou dos humildes em espírito, de pessoas que reconhecem sua condição de pobreza espiritual e admitem sua necessidade da ajuda do Senhor.

A mesma palavra grega traduzida pobre ou humilde em Mateus 5:3 é traduzida como “mendigo” em Lucas 16:20. Em outros textos, se refere aos pobres juntos com aleijados, coxos e cegos (Lucas 14:13,21), precisamente as pessoas vulneráveis que dependiam da benevolência de outros para viver. A palavra original vem de um verbo que significa “agachar-se ou esconder-se de medo ou vergonha” (Dicionário Vine, 3ª edição, 782). Essas pessoas não se sentiam poderosas. Não empinavam o nariz na presença dos outros. Pelo contrário, se agachavam, com os olhos fixados no chão, e pediam moedas de quem passava perto (João 9:8).

Jesus aceita os pobres de espírito. Quem entra no Reino dos Céus não passa pelo portão com a cabeça erguida em ostentosa demonstração da sua própria importância. O sujeito aceitável a Jesus não chega para oferecer alguma coisa de valor que Cristo precisa receber. O primeiro passo para se aproximar de Jesus é reconhecer a sua própria indignidade. Esse mendigo espiritual não se ilude pensando que Jesus precisa dele, mas entende claramente que ele precisa de Jesus. Ele chega em humildade, prostrado em vergonha e de mãos vazias, pedindo encarecidamente a benevolência do Rei.

-por Dennis Allan

Sermão do Monte (Série)


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