Estudos Bíblicos

Espinhos no Caminho

Ninguém gosta de espinhos. Dói quando se fura o dedo em uma dessas estruturas pontiagudas. Quando observamos referências bíblicas aos espinhos e espinheiros, aprendemos lições que nos ajudam no serviço a Cristo.

Algumas citações de espinhos na Bíblia são bem conhecidas. Aparecem pela primeira vez como parte da maldição depois do pecado do primeiro casal (Gênesis 3:17-18). Espinhos existem porque a terra foi amaldiçoada por causa do pecado!

A ligação dos espinhos com o pecado fica evidente em outros textos. Paulo falou do seu “espinho na carne” como mensageiro de Satanás (2 Coríntios 12:7). Quando Jesus sofreu por causa dos nossos pecados, parte da sua dor foi causada pela coroa de espinhos colocada na sua cabeça (Mateus 27:28-30).

Outros trechos que falam sobre espinhos, apesar de serem menos conhecidos, não melhoram a imagem dessas estruturas irritantes. Espinhos serviam como instrumentos de castigo de pessoas que não ajudaram os servos do Senhor (Juízes 8:7). Também indicam a preguiça e a insensatez (Provérbios 24:30-34).

Espinhos não servem para nada, e assim foram usados na Bíblia para identificar coisas e até pessoas que não tem valor. Davi comparou homens malignos aos espinhos queimados no fogo (2 Samuel 23:6-7). O próprio Jesus citou espinheiros como plantas inúteis que não produzem bons frutos (Mateus 7:16-17). O autor de Hebreus fez o mesmo contraste (Hebreus 6:7-8).

O profeta Isaías cita espinheiros com um simbolismo espiritual interessante. Ao ler o livro desse profeta, percebemos que a presença de espinhos indica a ausência de Deus e, por outro lado, a ausência de espinhos indica a presença de Deus (Isaías 5:5-6; 32:13-16; 55:13). Quando Deus abandonou Israel por sua rebeldia, sua terra secou, se tornou infrutífera e foi tomada por espinheiros. Mas quando Deus voltou, restaurando o favor da nação, os espinheiros se tornaram árvores nobres e o deserto se tornou um lugar fértil.

O efeito da tolerância da idolatria foi descrito como espinhos nos olhos (Números 33:55; Josué 23:12). Caracterizam o caminho dos perversos (Provérbios 22:5).

Quando pensamos em espinhos da perspectiva bíblica, a explicação da parábola do semeador ganha força. Jesus usou espinhos para representar “as preocupações deste mundo e a fascinação das riquezas” que sufocam a palavra e impedem o crescimento espiritual (Mateus 13:22). O desafio: esquecer das coisas sem valor para manter o foco no reino de Jesus (Mateus 6:33).

-por Dennis Allan


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