Estudos Bíblicos

Uma Inversão Perigosa na Igreja

Em cada ciclo eleitoral, muitos cidadãos lamentam a mistura de religião e política. Não falo de eleitores que consideram questões religiosas e morais nas suas escolhas nas urnas, e sim de um envolvimento de mesclar igreja e política.

Por um lado, a história mostra perigos quando uma determinada religião domina a política de um país, até usando a força e violência para obrigar cidadãos a se conformarem com suas práticas e doutrinas. Até os dias de hoje, há casos de guerras e perseguições sangrentas nesse tipo de envolvimento.

Um perigo ainda maior vem quando a política infiltra e influencia a igreja. Como a maioria dos países hoje pratica alguma forma de democracia, essa influência leva a igreja a uma inversão de autoridade.

A igreja é a casa de Deus (1 Timóteo 3:15). Descrita várias vezes como o reino de Deus ou de Cristo, a igreja pode ser comparada a uma monarquia, e não uma democracia. Em uma monarquia, o rei manda e os cidadãos têm obrigação de ouvir e obedecer. Na democracia, pelo menos teoricamente, esse poder é invertido e os próprios governantes são servos sujeitos à autoridade da população.

Quando a igreja age como democracia, as consequências são trágicas. Ela deixa de ser “monarquia” sujeita à autoridade do Rei. Não segue mais as orientações do cabeça benevolente e permite que as opiniões dos humanos se tornem guias. Se os membros da igreja decidem aceitar casamentos que Jesus condena (Marcos 10:7-8; Lucas 16:18), a decisão democrática anula a autoridade divina. Se a igreja optar por líderes que não têm as qualidades que o Senhor exige (1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-9), a voz humana fala mais alto.

Quem estuda a história pode entender motivos de muitas nações optarem por governos democráticos. Abusos de líderes egoístas causaram muito sofrimento em países em todos os continentes. Adotando a democracia, um povo ganha um grau maior de controle e participa das decisões sobre a direção da nação.

No contexto espiritual, porém, a democratização da igreja não traz benefícios. Quando consideramos o caráter do divino Rei, aprendemos que as decisões dele sempre serão melhores. Ele que vê as necessidades do povo e as consequências das decisões. Ele que é capaz de corrigir erros e conduzir seus cidadãos para a vida eterna.

“Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao ser humano determinar o seu caminho, nem cabe ao que anda dirigir os seus passos” (Jeremias 10:23).

-por Dennis Allan


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