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A Surdez do Rei Saul (1)

Pessoas que conhecem a história do primeiro rei de Israel, o Benjamita chamado Saul, geralmente têm uma impressão negativa deste monarca, por bons motivos. Ele é conhecido por sua paranoia e rebeldia contra Deus. Devemos lembrar, porém, que Saul foi escolhido pelo Senhor para governar a nação que pertencia especialmente a Deus. Saul teve o perfil de um líder que agradou ao povo, mas também tinha qualidades boas aos olhos do Senhor. Uma atitude de Saul digna de imitação apareceu logo depois de ele ser declarado rei sobre Israel.

A maioria do povo aceitou o novo rei com alegria, mas alguns homens maus o desprezaram e recusaram honrá-lo como rei. Saul já tinha força suficiente e o apoio do povo para castigar aqueles homens, mas ele “se fez de surdo”, simplesmente ignorando a afronta deles (1 Samuel 10:27).

Algum tempo passou, e a aceitação de Saul foi confirmada depois da sua primeira vitória militar (1 Samuel 11:1-11). O povo, muito feliz com seu novo rei, sugeriu que aqueles rebeldes fossem mortos. Saul não concordou com a ideia dos seus defensores, e recusou fazer castigar aqueles que o insultaram (1 Samuel 11:12-13).

Duas lições importantes desse exemplo do rei Saul merecem destaque:

(1) A vingança pessoal não faz parte do comportamento dos servos do Senhor. O apóstolo Paulo, um dos homens que mais sofreu por causa da sua fé em Cristo, rejeitou e até condenou a vingança. Ele nos instruiu a deixar com Deus a aplicação da justiça:

“Abençoem aqueles que perseguem vocês; abençoem e não amaldiçoem...Não paguem a ninguém mal por mal; procurem fazer o bem diante de todos. Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todas as pessoas. Meus amados, não façam justiça com as próprias mãos, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: ‘A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12:14,17-19).

(2) Devemos valorizar a avaliação divina, e não as opiniões humanas. Deus escolheu Saul e confirmou, de várias maneiras, sua decisão. Tendo certeza do apoio do Senhor, Saul não precisava se importar com as opiniões dos outros seres humanos. Esse princípio se aplica em dois sentidos. Se Deus nos aprova, não importa quantas outras pessoas se posicionam contra nós: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31). Por outro lado, se Deus nos rejeita, a aprovação por padrões humanos perde todo sentido (2 Coríntios 10:12).

Podemos aprender do bom exemplo do primeiro rei de Israel.

-por Dennis Allan

A Surdez do Rei Saul (2)

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