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6 de agosto:

A Confusão de Davi




         

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Não Foi pela Espada de Israel

O Antigo Testamento é, principalmente, a história dos descendentes de Abraão, traçando a linhagem desse patriarca até Jesus Cristo, o Messias que cumpriu centenas de profecias quando veio ao mundo para oferecer a salvação aos homens.

Durante 1.500 anos, a nação de Israel foi favorecida por Deus e guiada por uma lei especial que ele revelou por meio de Moisés. Após a morte de Moisés, Josué conduziu o povo de Israel na conquista da terra de Canaã. A conquista básica levou aproximadamente seis anos, e cada tribo tinha a obrigação de continuar o processo até tomar posse total do seu designado território. As batalhas continuaram durante gerações e foram relatadas principalmente nos livros de Josué e Juízes.

Os filhos de Corá, a quem foram atribuídos vários dos Salmos, escreveram: “Ouvimos, ó Deus, com os próprios ouvidos; nossos pais nos têm contado o que outrora fizeste, em seus dias. Como por tuas próprias mãos desapossaste as nações e os estabeleceste; oprimiste os povos e aos pais deste largueza. Pois não foi por sua espada que possuíram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu vitória, e sim a tua destra, e o teu braço, e o fulgor do teu rosto, porque te agradaste deles.” (Salmo 44:1-3).

A leitura dos livros de Josué e Juízes nos mostra a importância da participação de homens corajosos no processo da conquista de Canaã. Josué, Calebe, Baraque, Gideão, e outros se destacaram como grandes soldados na causa de Israel. Deus chamou esses homens para serem fiéis e corajosos ao enfrentar seus adversários, e eles não recuaram da sua missão. Sem dúvida, a desobediência deles teria levado a consequências graves para os israelitas.

As batalhas da conquista de Canaã foram ganhas com muito esforço e sacrifício pelos guerreiros de Israel. Táticas militares brilhantes foram executadas, vidas foram perdidas, e a terra foi tomada. Apesar de todo esse esforço humano, a ênfase deste Salmo está no papel de Deus. Ele desconta a participação humana quando diz que não foi pela espada nem pelo braço do homem que tomaram a terra. Foi o favor divino e o poder da sua mão que deu ao povo o território preparado desde a época de Abraão.

Mesmo se juntasse todos os grandes feitos de todos os heróis de Israel, não daria para atribuir a conquista da terra à força humana. Esses feitos eram necessários como demonstrações da obediência do povo de Israel. Se Josué não tivesse seguido as orientações que Deus lhe deu, ele não teria tomado Jericó e nem conquistado outras cidades. As obras de obediência do homem não chegam perto do tamanho da graça de Deus, mas são condições necessárias para receber os benefícios da bondade divina. Não foi pela espada, mas não teria acontecido se os israelitas tivessem recusado a usarem suas espadas! O salmista não nega a necessidade da obediência. Ele enfatiza a grandeza da misericórdia e do poder de Deus.

Quando a Bíblia fala sobre a salvação, o mesmo princípio fica claro. Paulo disse: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:8-10). Seria errado negar a participação do homem no processo da salvação. A fé é a reação do homem à bondade de Deus mostrada em Jesus. A fé sem obras é inútil e morta (Tiago 2:20,24,26). Paulo não tirou a responsabilidade do homem, mas enfatizou o papel infinitamente mais importante do próprio Senhor.

Mesmo se juntasse todos os atos de obediência de todas as pessoas que buscam a salvação em Cristo, não seriam suficientes para alcançar a salvação de ninguém! Não somos salvos por mérito humano, e sim pela graça divina. Isso não significa que o homem não faz nada, e certamente não justifica a atitude de pessoas que ficam de braços cruzados esperando o Senhor salvá-las. Ele estende seu forte braço para nos oferecer a salvação pela graça. Nós precisamos responder com a dedicação da fé obediente para receber esse dom!

–por Dennis Allan

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